Variante Ômicron exige cuidado e preparação, dizem especialistas

Isabella Ballalai e Rosana Ritchmann falam sobre os impactos da nova cepa no Brasil e defendem aplicação de dose de reforço na população

Murillo FerrariJuliana AlvesDuda Cambraiada CNN

Em São Paulo

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A descoberta da variante Ômicron e a preocupação de que ela possa causar uma nova onda de casos de Covid-19 devem inspirar cuidados e preparações por parte dos governos.

A opinião é das especialistas Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira Imunizações (SBIm), e Rosana Ritchmann, infectologista do Instituto Emilio Ribas.

Em entrevista à CNN nesta sábado (4), Ballalai disse que ainda é preciso entender melhor o impacto da nova cepa na circulação do coronavírus.

“Temos uma perspectiva de que a Ômicron não seja uma variante que fuja das vacinas, mas é claro, corremos o risco da volta da circulação do vírus com uma taxa maior [de infecção]”, explicou.

Já Ritchmann opinou que a variante tornou até mais fácil a tomada de algumas decisões do ponto de vista das políticas públicas.

“Antes dessa variante vinhamos discutindo se deveria ter Carnaval, Réveillon, e quais eram os riscos. Vendo um cenário mais favorável aqui no Brasil, claro que estávamos animados para querer flexibilizar mais. Essa variante ajuda a gente a falar que realmente não é hora de flexibilizar”, afirmou.

As duas também defenderam a importância de que a população brasileira complete o esquema vacinal com duas doses (ou dose única) das vacinas contra a Covid-19 e também que seja oferecida uma dose de reforço contra a doença assim que houver vacina para toda a população.

“Está saindo estudo atrás de estudo [mostrando] que ao fazer a terceira dose, a dose de reforço, a quantidade de proteção sobe muito e mais rápido do que com as duas primeiras doses”, explicou a infectologista.

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