Showgirl: entenda termo usado por Taylor Swift em álbum
Batizado de "The Life of a Showgirl", o disco com 12 faixas será lançado em 3 de outubro

No dia 3 de outubro, fãs de Taylor Swift serão apresentados ao 12º álbum de estúdio da artista. Batizado de "The Life of a Showgirl", o disco conta com 12 canções, incluindo a faixa-título, em colaboração com Sabrina Carpenter. Os detalhes foram revelados na última quarta-feira (13), durante a participação da cantora no podcast New Heights.
Indo além da identidade visual do novo projeto, onde a voz de "Cruel Summer" e "Shake it Off" apareceu usando um figurino de lantejoulas e plumas, o termo "showgirl" também chamou a atenção de internautas. Afinal, o que há por trás do conceito?
De acordo com o National Geographic, o termo surgiu por volta de 1750, na Inglaterra, com o objetivo de descrever, pejorativamente, mulheres que vestiam ou se comportavam de forma ostensiva. A partir das mudanças sociais nos séculos 18 e 19, a palavra ganhou um novo significado, e passou a fazer referência às artistas de casas de espetáculos britânicos e cabarés franceses que mesclavam dança, voz e interpretação.
Entre os principais destaques deste período está o Moulin Rouge, tradicional cabaré construído em 1889, por Josep Oller, em Paris. Símbolo emblemático na noite parisiense, o local tem uma rica história ligada à boemia da cidade, principalmente por trazer apresentações que incluíam o can-can. Nas performances acrobáticas, as dançarinas exibiam as anáguas, ou seja, a peça usado por baixo de vestidos e saias em camadas.

Outros lugares também seguiram o exemplo e assim as casas de shows e cabarés acabaram se tornando refúgios para moradores mais pobres, que não podiam pagar por teatros ou óperas, quanto para ricos que desejam se "esconder". Entre eles, está o Folies Bergère, que deixou sua marca na história ao apresentar a primeira "showgirl" nua no palco, causando um escândalo social na época.
"Showgirl" nos Estados Unidos
Conforme explica a historiadora Eve Golden na publicação, o produtor Florenz Ziegfeld, se inspirou no formato do Folies e ajudou a criar a imagem mais atualizada da "showgirl" nos Estados Unidos. Em 1907, ele estreou, na Broadway, as Ziegfeld Follies, com coreografias bem montadas, figurinos de alto luxo e desfiles de moda sob o palco.
A partir de 1940, a estética chegou a Las Vegas, com o cassino El Rancho Vegas sendo o primeiro a incluir dançarinas como parte do espetáculo. Nas das décadas seguintes, shows como Lido de Paris, em Stardust, e Follies Bergère, no Tropicana, se consagraram grandes símbolos locais, com bailarinas usando plumas e muitas pedrarias.
No início dos anos 2000, o visual perdeu força, mas a estética permaneceu em musicais, filmes e outras performances pop como "Chicago" (2002), com Renée Zellweger e Catherine Zeta-Jones, "Burlesque (2010), "Crazy Horse" (2011), estrelado por Christina Aguilera e Cher, e "The Last Showgirl (2024). com Pamela Anderson, e música de Miley Cyrus.

Atualmente, o movimento também aparece na indústria pop. Kylie Minogue, por exemplo, intitulou duas de suas turnês como "Showgirl". Já Beyoncé também levou referências do Crazy Horse, de Paris, para o videoclipe de "Partition", lançado em 2013, como hit do álbum "Beyoncé".

Já Swift, conta que seu desejo é glamourizar todos os aspectos da turnê. "[...] Meu dia termina em uma banheira, não normalmente com um vestido deslumbrante. Eu queria meio que 'glamourizar' como a turnê fazia eu me sentir", detalhou no podcast.
Veja a capa de "The Life of a Showgirl", novo álbum de Taylor Swift
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