Golpes de WhatsApp afetam cerca 15 mil pessoas por dia, diz levantamento


Da CNN
16 de outubro de 2020 às 11:45

Um levantamento feito pela empresa de tecnologia PSafe mostra que apenas no mês de setembro, mais de 473 mil brasileiros foram vítimas de clonagem de WhatsApp, um aumento de 25% em comparação a agosto. 

Houve um forte aumento de reclamações sobre golpes virtuais durante a pandemia, e os criminosos se aproveitam do maior tempo que as vítimas têm passado em casa para aplicar os roubos. Em entrevista à CNN, Marco DeMello, CEO da PSafe, comentou os números do levantamento e deu dicas de como se proteger de ataques cibernéticos. De acordo com o executivo, este aumento "corresponde ao aumento do uso da internet durante a pandemia"

No Brasil, o uso de WhatsApp é um dos maiores do mundo. Como ele é muito frequente para se comunicar e mensagem, os golpistas se aproveitam disso para disseminar os seus ataques via redes sociais e, em particular, no WhatsApp.", explicou. 

De acordo com o especialista, os casos de clonagem dos aplicativos são atos de engenharia social e não um caso de ataque bruto e "nem mesmo de invasão do celular". 

Leia também:

BC autoriza testes de pagamentos com o WhatsApp, dizem Mastercard e Visa
Queda do WhatsApp impactou pequenos negócios, avalia especialista

O MP e a polícia argumentam que o WhatsApp é usado para a prática de crimes

O Ministério Público e a polícia argumentam que o WhatsApp é usado para a prática de crimes

Foto: Phil Noble - 27.mar.2017/Reuters

"Os golpistas se fazem passar por vários tipos de pessoas. Em um dos golpes mais comuns, eles se passam por funcionários do DataFolha, agentes do SUS, por exemplo. Neste último caso, eles entram em contato com as possíveis vítimas perguntando se algum parente está com o novo coronavírus e fazendo uma pesquisa. Ao final, o golpista pede que a pessoa mande de volta o código de segurança, enviado para o celular, para que a pesquisa seja gravada oficialmente. Este código é o suficiente para clonar o seu WhatsApp"

Marco alertou ainda para os cuidados com os dados pessoais nas redes sociais e chamou a atenção para os sites visitados nos navegadores. "Em hipótese alguma comunique nenhum tipo de segurança enviado para alguém, pois isto é um mecanismo de ataque", finaliza.

(Edição de texto: Luiz Raatz)