Cielo seleciona 21 startups para o seu programa de mentoria por inovação

Nos próximos sete meses, as companhias terão mentorias com mais de 20 executivos da Cielo, sendo que todos ocupam cargos que vão de vice-presidentes a diretores

Sede da Cielo, antes da pandemia: empresa tem mais um ano de programa de mentoria para startups
Sede da Cielo, antes da pandemia: empresa tem mais um ano de programa de mentoria para startups Foto: Cielo/Divulgação

Da CNN, em São Paulo

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A Cielo (CIEL3), empresa de meios de pagamento, selecionou 21 startups em seu processo de mentoria de 2020. No total, foram mais 140 companhias inscritas. Apesar de ser uma companhia do setor financeiro, a Cielo abriu espaço para companhias de tecnologia de diferentes segmentos – desde varejo e crédito, é claro, até empresas do setor da saúde.

O tema do programa deste ano é “Como será o novo normal?”. A ideia da empresa é se conectar com empresas que, além de soluções inovadoras, tragam elementos que se encaixarão no que se chama de “novo normal”.

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Neste ano, foram selecionadas para a fase de mentoria as startups Omnichat, Digibee, Datarisk, Beedoo, Alana, Gyra+, PluginBot, Digital Manager Guru, SoluCX, Dialog, Docato, ConnectData, Gloo Pay, PowerOfData, Bioaps, Getmore, KmOnline, ti.saúde, BettrAds, Predify e a PandaPay.

Pelos próximos sete meses, as companhias terão mentorias com mais de 20 executivos da Cielo, sendo que todos ocupam cargos que vão de vice-presidente a diretores.

“Esse número representa cerca de 50% de todo o quadro diretivo da empresa”, diz Francisco Santos, head da Cielo Fintech, área responsável pelo programa de mentoria da Cielo.

“É um programa que ajuda os dois lados: tanto a troca de experiência para que os fundadores das startups consigam melhorar os seus resultados quanto para os executivos da Cielo também terem contato com esse universo”, diz.

E a mentoria faz toda a diferença para as startups – e os números mostram isso. Atualmente, segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), são 13.270 startups em operação no Brasil. Os setores que mais possuem empresas são Educação (8,2%), Finanças (5,5%), Saúde (5%) e comércio eletrônico (5%).

Porém, ainda de acordo com a ABStartups, cerca de 2 mil delas já estão fora de operação. Mas esse número pode piorar mais. Um levantamento realizado pela Fundação Dom Cabral aponta que 50% das startups não sobrevivem depois de quatro anos – metade destas, aliás, fecham ainda no primeiro ano de operação.

Com um processo de mentoria há mais chances dessa conta melhorar. Na mentoria do ano passado, por exemplo, a Cielo contratou duas startups como prestadoras de serviço: a Cinnecta, de análise de dados, e a Flip, uma fintech de crédito.

Pelos próximos sete meses, as 21 selecionadas terão a chance de seguir o mesmo caminho da Flip e da Cinnecta.

(Edição: Marcio Tumen Pinheiro)

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