Fóssil mostra que dinossauros também ficavam gripados

Dinossauro apelidado Dolly Parton morreu de gripe há 150 milhões de anos; veja outras descobertas científicas da semana

DInossauro Dolly
DInossauro Dolly Cary Woodruff

Ashley Stricklandda CNN

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“A vida encontrará um caminho”.

Essas palavras são ditas pelo fictício Dr. John Hammond no trailer de “Jurassic World: Domínio”, servindo como um aceno do novo filme, pois brinca com um intrigante e aterrorizante “e se”: será que os extintos dinossauros e humanos poderiam coexistir, ou isso seria um desastre ecológico?

Felizmente, esta é uma realidade que não temos que enfrentar – mas ainda podemos apreciar a visão incomum de hadrossauros cobertos de neve, graças à magia dos filmes de Hollywood. Vislumbres impressionantes dos dinossauros do filme parecem mais cientificamente precisos do que nunca.

O trailer particularmente tentador do filme mostra ainda um velociraptor com penas coloridas e seu colossal primo reptiliano quetzalcoatlo, um pterossauro voador, representações que só vimos em pesquisas.

Os dinossauros podem capturar nossa imaginação em qualquer idade, mas muito do que sabíamos sobre essas criaturas antigas está sendo reescrito. E esta semana aprendemos uma das maneiras pelas quais os dinossauros não eram tão diferentes de nós.

Dinossauro Gripado

Se você já lutou contra sintomas semelhantes aos da gripe, sentirá pena de Dolly.

Este jovem dinossauro de pescoço comprido, apelidado de Dolly Parton, provavelmente sofreu de tosse, espirros e febre há cerca de 150 milhões de anos atrás.

Quando os cientistas examinaram mais de perto o fóssil, encontrado no sudoeste de Montana, nos Estados Unidos, notaram saliências ósseas anormais no pescoço de Dolly.

O diplodocídeo desenvolveu uma infecção que se espalhou pelos ossos do pescoço e pode ter causado sua morte, acreditam os pesquisadores. Essa é a primeira evidência de uma infecção respiratória preservada em um fóssil de dinossauro – e mostra que os dinossauros ficaram doentes, assim como nós.

Somos todos família

A descoberta de um dente de criança em uma caverna francesa está mudando o que sabemos sobre os primeiros humanos.

O pequeno molar foi encontrado junto com centenas de ferramentas de pedra datadas de cerca de 54 mil anos atrás – o que significa que o Homo sapiens viveu na Europa 10 mil anos antes do que os arqueólogos pensavam.

O dente também foi encontrado entre camadas de restos de neandertais, sugerindo que esses ancestrais coexistiram com humanos na Europa Ocidental.

Essa descoberta desafia a ideia de que a chegada dos primeiros humanos levou à redução até a extinção dos neandertais, que viveram na Europa e na Ásia por 300 mil anos antes de desaparecer do planeta.

Segredos do oceano

Nas profundezas do mar Ártico, coberto de gelo, encontra-se um extenso jardim de esponjas.

Uma expedição de pesquisa polar a bordo do RV Polarstern tropeçou em esponjas que se aglomeraram em cima de vulcões submarinos extintos.

Apesar da falta de nutrientes nesta água gelada perto do Polo Norte, as comunidades de esponjas de 300 anos estão prosperando em uma fonte incomum: fósseis.

Os restos de animais e fauna extintos cobrem o fundo do mar, onde antes dependiam do calor e dos nutrientes fornecidos pela atividade vulcânica há milhares de anos. Agora, eles servem como fonte de energia para as esponjas.

Mas esse ecossistema recém-descoberto pode estar em risco à medida que o planeta aquece.

Outros mundos

Vênus é frequentemente chamado de gêmeo da Terra porque os dois planetas são semelhantes em tamanho, mas um é quente o suficiente para derreter chumbo, enquanto o outro suporta a vida.

Visualizar o que está sob a espessa cobertura de nuvens em Vênus está ajudando os cientistas a aprender por que esses mundos evoluíram de maneira diferente.

A Parker Solar Probe, que está em uma missão para estudar o sol, capturou novas imagens de Vênus durante um sobrevoo. Sob o manto nebuloso de sua atmosfera, nosso planeta irmão está praticamente brilhando.

Vênus é tão escaldante que um pesquisador comparou o brilho térmico do planeta à luminescência de “um pedaço de ferro incandescente”.

Criaturas fantásticas

Quando uma mãe chimpanzé chamada Suzee notou que seu filho, Sia, estava com um pé machucado, ela pegou algo do ar e aplicou no ferimento.

Pesquisadores do Parque Nacional de Loango, no Gabão, observaram mais de perto e perceberam que ela estava capturando insetos voadores e os usando como forma de remédio.

Este foi apenas um dos muitos casos no parque de chimpanzés capturados em vídeo cuidando de suas próprias feridas, bem como das feridas dos outros do grupo.

Os cientistas nunca testemunharam esse tipo de comportamento antes, e pode ser um sinal de tendências de ajuda e suporte identificadas nos chimpanzés semelhantes à empatia em humanos.

Descobertas

Foi uma semana para descobertas incríveis:

– Linhas feitas por “alunos travessos” foram inscritas em antigos fragmentos de cerâmica desenterrados no Egito, e os arqueólogos retiraram 12 canhões da era da Guerra Revolucionária do rio Savannah, na Geórgia.

– As aves de cérebro grande podem se adaptar melhor à crise climática – e os cientistas descobriram isso a partir da análise de pássaros que colidiram contra arranha-céus de Chicago.

– O exoplaneta mais leve já detectado é um dos três mundos encontrados a apenas 4 anos-luz de distância, orbitando a estrela mais próxima do nosso sol.

Conheça o Museu dos Dinossauros de Peirópolis, em Minas Gerais

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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