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    “Grito” da Nasa restaura comunicação com a nave Voyager 2 após perda de contato

    Demorou cerca de 18,5 horas para o sinal viajar em um sentido através do sistema solar até a espaçonave e 37 horas para os controladores da missão descobrirem que a tentativa funcionou

    Voyager 2 opera além da heliosfera, a bolha de campos magnéticos e partículas do sol que se estende muito além da órbita de Plutão
    Voyager 2 opera além da heliosfera, a bolha de campos magnéticos e partículas do sol que se estende muito além da órbita de Plutão Reprodução/Nasa

    Ashley Stricklandda CNN

    Usando uma manobra de “grito” de longo alcance, a equipe da Nasa restabeleceu a comunicação com a Voyager 2 depois de perder contato com a espaçonave, que opera há quase 46 anos.

    “Às 12h29 [horário local] de 4 de agosto, a espaçonave começou a retornar dados científicos e de telemetria, indicando que está operando normalmente e que permanece em sua trajetória esperada”, de acordo com uma atualização compartilhada pela agência espacial.

    Comandos enviados à Voyager 2 em 21 de julho acidentalmente fizeram com que a antena da espaçonave apontasse 2 graus para longe da Terra.

    A minúscula mudança significava que a Voyager 2 não poderia receber nenhum comando do controle da missão ou enviar dados de volta à Terra de sua localização a mais de 19,9 bilhões de quilômetros de distância no espaço interestelar.

    No início desta semana, a equipe da missão ficou surpresa ao detectar o “batimento cardíaco” da Voyager 2, ou o “sinal de portadora” da espaçonave usando a Deep Space Network, um conjunto internacional de enormes antenas de rádio que permite à Nasa se comunicar através do cosmos com as missões.

    Uma antena de rádio está localizada na Califórnia, a segunda perto de Madri e a terceira perto de Camberra, Austrália.

    Após detectar o “batimento cardíaco”, a equipe usou a estação em Camberra para enviar um “grito” interestelar, essencialmente um sinal de rádio amplificado, para a Voyager 2 com comandos instruindo a espaçonave a reorientar sua antena para a Terra.

    Dada a enorme distância entre a Terra e a Voyager 2, a equipe pensou que havia uma “baixa probabilidade” de que o comando funcionasse, visto que a antena não estava orientada para receber um sinal de rádio, disse Suzanne Dodd, gerente de projeto da Voyager no Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia.

    Demora cerca de 18,5 horas para o sinal viajar em um sentido através do sistema solar até a espaçonave. No geral, levou 37 horas para os controladores da missão descobrirem que o grito funcionou.

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    Se os sinais baseados na Terra não tivessem alcançado a Voyager 2, a espaçonave já estaria programada para se reorientar várias vezes por ano para manter sua antena apontada na direção do nosso planeta.

    A próxima reinicialização já estava marcada para 15 de outubro. Mas a equipe não queria esperar tanto, disse Dodd.

    Não é a primeira vez que as antigas sondas gêmeas – Voyager 1 e Voyager 2, ambas lançadas em 1977 – tiveram problemas. À medida que esses “idosos” continuam explorando o cosmos, a equipe desligou lentamente os instrumentos para economizar energia e estender suas missões.

    Ao longo do caminho, ambas as espaçonaves encontraram problemas inesperados e interrupções, incluindo um período de sete meses em que a Voyager 2 e a Deep Space Network não puderam se comunicar em 2020. Voyager 1, que está a quase 24 bilhões de quilômetros da Terra, continua operando conforme o esperado e se comunicando com a Deep Space Network.

    Ambas as sondas estão no espaço interestelar e são as únicas espaçonaves a operar além da heliosfera, a bolha de campos magnéticos e partículas do sol que se estende muito além da órbita de Plutão, coletando dados valiosos enquanto exploram território desconhecido.

    Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

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