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    Rover da Nasa em Marte captura efeitos das explosões solares no planeta vermelho

    Imagens ajudam a definir estratégia para proteger astronautas durante tempestades de radiação em futuras missões

    Rover Curiosity está desde está desde 2011 na superfície de Marte
    Rover Curiosity está desde está desde 2011 na superfície de Marte Nasa

    Giovana Christda CNN

    O Curiosity, um Rover da Nasa (agência espacial dos Estados Unidos) localizado na superfície de Marte registrou os efeitos das explosões solares do dia 20 de maio no Planeta Vermelho. O fenômeno, que causou auroras boreais e interferências nas operações de comunicação na Terra, atingiu o astro com uma grande quantidade de radiação.

    Utilizando os dados obtidos durante as tempestades os cientistas conseguiram mensurar a dose de radiação que um possível astronauta receberia se estivesse no local do veículo. Nas imagens em preto e branco das câmeras de navegação do Curiosity (veja abaixo) é possível ver listras e manchas brancas causadas por partículas carregadas atingindo os dispositivos, dançando como “neve”, segundo o anúncio da Nasa.

    As explosões do dia 20 de maio foram classificadas como X12 de acordo com dados da espaçonave Solar Orbiter, sendo X o grupo das mais intensas. O Planeta Vermelho foi atingido por raios X e raios gama, além de partículas carregadas de massa coronal — gases em alta temperatura provenientes da coroa solar.

    De acordo com a pesquisa realizada por analistas do Escritório de Análise do Clima Espacial Lua a Marte no Centro de Voo Espacial Goddard, da Nasa, se astronautas estivessem ao lado do Rover Curiosity no momento da tempestade, teriam recebido uma dose de radiação de 8.100 micrograys, o que equivale a 30 radiografias de tórax.

    Essa foi a maior taxa de energia registrada em 12 anos, desde que o veículo pousou na superfície do planeta, mas não seria fatal para um ser humano. Com esses dados é possível fazer preparações para casos de exposição a altos níveis de radiação em futuras missões tripuladas a Marte.

    Em momentos como os de explosões solares seria possível proteger esses astronautas, por exemplo, usando locais da paisagem marciana — como cavernas — para diminuir a exposição às ondas.

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