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    Superpoder? Espécie de golfinho pode sentir campos elétricos, diz estudo

    Estrutura semelhante à de tubarões pode facilitar a busca por comida e a orientação na água

    Golfinho
    Golfinho Pixabay/CC0 Domínio Público

    Marina Toledoda CNN

    em São Paulo

    Um estudo realizado por profissionais da Universidade de Rostock, na Alemanha, descobriu que a espécie de golfinhos mais conhecida do mundo, os golfinhos-nariz-de-garrafa, podem sentir campos elétricos gerados por outros animais dentro da água. Para os cientistas, a habilidade pode ajudá-los a encontrar comida com maior facilidade.

    Os autores, Tim Hüttner e Guido Dehnhardt, analisaram os animais e perceberam que o buraco que eles têm devido à queda de bigodes após o nascimento se assemelha às estruturas dos tubarões que os permitem detectar campos elétricos.

    Eles realizaram um estudo de campo e confirmaram que todos os golfinhos-nariz-de-garrafa em cativeiro conseguiram sentir um campo elétrico na água. Os resultados foram publicado na revista científica Journal of Experimental Biology.

    Para descobrir até que ponto a espécie é sensível aos campos elétricos produzidos por outras formas de vida que habitam a água, os pesquisadores testaram a sensibilidade de dois golfinhos, chamados Donna e Dolly, para entender se conseguiam detectar um peixe enterrado no fundo do mar.

    Os animais foram treinados para descansar a mandíbula em uma barra de metal submersa e nadar para longe em 5 segundos após sentirem um campo elétrico acima do focinho produzido por eletrodos.

    Diminuindo gradualmente o campo eléctrico de 500 para 2μV/cm, a equipe registou a frequência com que os golfinhos partiam no momento esperado.

    Donna e Dolly foram igualmente sensíveis aos campos mais fortes, saindo corretamente quase todas as vezes. Foi somente quando os campos elétricos ficaram mais fracos que ficou evidente que Donna era um pouco mais sensível.

    No entanto, em outro teste, os golfinhos não se mostraram tão sensíveis aos campos alternados como aos campos elétricos invariáveis.

    “A sensibilidade a campos elétricos fracos ajuda um golfinho a procurar peixes escondidos em sedimentos nos últimos centímetros antes de agarrá-los”, explicou Dehnhardt.

    Os autores destacaram que suspeitam que a capacidade dos golfinhos de sentir eletricidade poderia ajudá-los em maior escala.

    Se os animais que nadam por meio de áreas fracas de campo magnético nadassem mais rápido, é provável sentirem o campo magnético do planeta. Dessa forma, eles poderiam usar o seu sentido elétrico para navegar pelo globo através do mapa magnético, segundo os autores.

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