5 coisas que todo turista precisa saber antes de viajar à Índia

País asiático guarda tesouros históricos e culturais ao viajante, mas, como indica Lucas Estevam, nome por trás do perfil Estevam pelo Mundo, alguns conhecimentos são essenciais para aproveitar ao máximo a viagem

Taj Mahal é cartão-postal da Índia e Patrimônio da Humanidade situado na cidade de Agra
Taj Mahal é cartão-postal da Índia e Patrimônio da Humanidade situado na cidade de Agra Pexels

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Choque cultural é algo inevitável quando brasileiros viajam à Índia. Em um país onde a população vive com grande influência das religiões e de costumes tradicionais, tomar algumas precauções para não ofender os moradores ou desrespeitar crenças locais é fundamental.

O país, que está na lista dos melhores lugares para se viajar em 2024 da National Geographic, foi um dos destinos mais recentes de Lucas Estevam, criador de conteúdo por trás do perfil Estevam Pelo Mundo, que acumula mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e 2 milhões de inscritos no YouTube.

“Acredito que o que faz um destino ser encantador e uma viagem ser marcante são justamente as diferenças em relação ao nosso dia a dia e à nossa realidade. A Índia tem o seu lado completamente distinto da nossa cultura e costumes, mas visitar lugares como ela nos faz aprender muito e desenvolver nossa capacidade de tratar a diferença com respeito”, diz.

Em sua jornada, o profissional passou por três grandes cidades indianas, Delhi, Jaipur e Agra, e conta abaixo algumas curiosidades e dicas do que fazer e do que não fazer no país:

Confira cinco coisas que precisa saber antes de viajar à Índia:

  • Não mexa com as vacas (e nem com outros animais)

É fato conhecido que a vaca é um animal sagrado na Índia. Portanto, você não deve mexer, afugentar e maltratá-la, muito menos consumir sua carne. Em determinadas localidades, matar uma vaca é crime que pode resultar em punições severas.

Além das vacas, no geral não mexa com nenhum animal, já que muitos deles são vistos como espécies de reencarnação e de vínculo com divindades. Há certos locais onde o rato também é considerado um animal sagrado.

  • Roupas consideradas desrespeitosas

Em geral, a Índia costuma ser um país muito quente. Enquanto no Brasil estamos acostumados a ver pessoas com peças curtas e decotes, no país asiático isso não é indicado. As vestimentas que exibem os corpos são consideradas ofensivas.

Para as mulheres, principalmente, as roupas podem chamar muita atenção, o que pode ser arriscado. Na Índia, eles têm o hábito de pedir fotos com pessoas de etnias diferentes e que mostrem ser de uma cultura distinta da deles. Essas situações de abordagem podem se tornar incômodas e até perigosas.

A dica é investir em camisas e calças de tecido respirável, que cubram ombros, joelhos ou tornozelos. Assim é possível andar na rua tranquilamente e acessar os espaços que deseja visitar.

  • Hábitos com os alimentos

A questão da higiene é uma das que mais impacta os viajantes rumo ao país asiático, em especial quando o assunto é comida. Apesar de termos a ideia de que os nossos costumes focam mais nas questões sanitárias, é importante levar em consideração que a Índia, além de viver outra realidade, também possui costumes que são muito antigos e que fazem parte da cultura tradicional.

Usar as mãos para preparar e comer os alimentos, por exemplo, vem de uma tradição de se conectar energeticamente com o que você vai ingerir. Como a mão é considerada uma parte do corpo de grande poder, usar os dedos de uma das mãos para pegar a comida e levá-la à boca é uma prática enraizada na história do país.

Inclusive, eles acreditam que, com as mãos, o preparo, processo de servir e a ingestão acabam sendo mais cuidadosos. Segundo eles, você tem controle e cuidado sobre a limpeza das suas mãos, ao contrário dos talheres, que passam pelas mãos e bocas de várias pessoas e nem sempre são higienizados e guardados com critério.

A opinião ocidental sobre esse aspecto pode acabar desrespeitando o que para eles tem um grande valor.

E é possível sim comer comida de rua na Índia sem passar mal. Para isso, indico que você contrate um guia local, que vai te levar aos estabelecimentos ideais para que turistas possam provar iguarias da culinária indiana com menos risco. Vale muito a pena, afinal aqui é a terra das especiarias e tudo é bem condimentado. Inclusive, achei meu guia por meio de uma empresa de excursões na Índia para brasileiros chamada “Índia Sem Limites”.

Lucas Estevam no Taj Mahal, na Índia
Lucas Estevam em visita ao Taj Mahal, uma das Sete Maravilhas do mundo moderno na cidade de Agra / Acervo pessoal
  • Dancinhas em locais religiosos e fotos em lugares proibidos

Algumas das construções mais famosas a serem visitadas no país são templos, mesquitas e tumbas. Vivemos em uma realidade em que fazer fotos, gravar vídeos para as redes sociais e até usar músicas sem sabermos a letra é comum, mas é preciso ter cuidado ao pegar o celular.

Fazer dancinhas e determinados gestos em lugares sagrados é totalmente proibido. Mesmo que você esteja animado para visitar o lugar, seja discreto. Além disso, fique muito atento a placas, sinalizações e leis locais, uma vez que em certos lugares não é permitido tirar fotos e selfies podem ser até penalizadas.

  • Afeto em público

Afetos em público podem ser considerados gestos vulgares e ofensivos para os locais, principalmente para quem está viajando em casal ou acompanhado. No país existe um grande respeito em relação ao toque entre pessoas, principalmente de sexos opostos, tanto por uma questão da cultura conservadora quanto por influências das religiões.

A dica é: evite beijos, abraços calorosos, carinhos e outros contatos mais afetuosos em público. Porém, gestos como um simples abraço para uma foto em casal não vão trazer problemas.

Os textos publicados pelos Insiders e Colunistas não refletem, necessariamente, a opinião do CNN Viagem & Gastronomia.

Sobre Lucas Estevam

Lucas Estevam, o Estevam Pelo Mundo, na Índia
Lucas Estevam tem mais de 2 milhões de inscritos no YouTube e comanda um portal para ajudar outros viajantes / Acervo pessoal

Nome por trás do perfil Estevam pelo Mundo, o profissional já visitou 84 países e acumula mais de 1,4 milhões de seguidores no Instagram e mais de 2 milhões de inscritos no YouTube, com um total de 289,5 milhões de visualizações em seus vídeos. Ele dá dicas de destinos, hotéis, companhias aéreas e milhas, assim como mantém a plataforma “Portal EPM – Estevam Pelo Mundo”, com produtos e serviços para ajudar outros viajantes.