Conheça as 7 estações de trem e metrô mais bonitas do mundo em 2026
Da Austrália aos EUA, passando pela Arábia Saudita e França, seleção do Prix Versailles destaca terminais de passageiros que combinam criatividade e inovação, além de promover a sustentabilidade
Sete estações de trem e metrô foram eleitas as mais bonitas do mundo em 2026 pelo Prix Versailles. O prêmio internacional de arquitetura e design divulgou a seleção nesta segunda-feira (28).
Criada em 2015 sob a chancela da Unesco, a premiação reconhece projetos recém-inaugurados que combinam criatividade e inovação, além de promover a sustentabilidade. Ao longo do ano, o Prix Versailles seleciona, por exemplo, destaques da arquitetura de restaurantes, hotéis e aeroportos.
No setor ferroviário, o prêmio reconheceu estações e terminais na Austrália, França, Itália, Arábia Saudita e Estados Unidos.
As sete estações de trem e metrô mais bonitas do mundo em 2026 são:
- Town Hall Station (Melbourne, Austrália)
- Lyon Part-Dieu Station (Lyon, França)
- Colosseo - Fori Imperiali Station (Roma, Itália)
- Monte Sant’Angelo Station (Nápoles, Itália)
- National Museum Station (Riade, Arábia Saudita)
- Western Station (Riade, Arábia Saudita)
- LAX/Metro Transit Center (Los Angeles, Estados Unidos)
Conheça as estações mais bonitas do mundo em 2026
Em Melbourne, na Austrália, a Town Hall Station fica no centro histórico da cidade. O terminal se destaca pelo tamanho dos túneis, além de o saguão possuir oito colunas imitando árvores, cujos galhos sustentam a cobertura e conferem ao espaço uma atmosfera de catedral. Com 10 metros de altura, o teto abobadado com tom de cobre dá sensação de amplitude ao ambiente.
A Part-Dieu Station, em Lyon, na França, serve como um atalho entre diferentes bairros. Após mais de uma década de obras, a estação se transformou em um hub multimodal, recebendo trens de ligação regional, nacional e internacional. Com novos pontos de acesso, o número de pedestres no local também cresceu. Além disso, a Praça Charles Béraudier, de dois níveis, ajudou a tornar o terminal um espaço mais aberto.
A estação Colosseo - Fori Imperiali, em Roma, na Itália, entrou para a lista devido aos itens arqueológicos que foram descobertos durante as escavações para a construção do local e que, agora, estão em exposição no próprio endereço. Segundo o Prix Versailles, a descida do público em direção às plataformas é um mergulho na história da cidade. A estação foi inaugurada em dezembro de 2025.
Ainda na Itália, a estação Monte Sant’Angelo, em Nápoles, é um projeto monumental do artista Anish Kapoor que integra a nova linha 7 do metrô. Segundo a premiação, a estação é uma espécie de escultura na qual o público pode entrar. Concebida há mais de duas décadas, mas inaugurada no ano passado, a obra tem como destaque duas entradas em formato de "boca", sendo a principal uma imponente estrutura de aço corten de 200 toneladas.
Elas foram projetadas para simbolizar a imersão no subterrâneo, onde os túneis mantêm um aspecto rústico de caverna.

Riade, capital da Arábia Saudita, também tem representantes na seleção. A primeira delas é a National Museum Station, que foi projetada para ser porta de entrada para o Museu Nacional e o centro histórico da cidade.
A fachada tem uma treliça inspirada no Monte Tuwaiq e na região de Nejd. No interior, paredes azuis transformam o ambiente e se assemelham a um céu cintilante. Já o ponto de ônibus vizinho lembra uma tenda beduína.
A segunda estação premiada em Riade é a Western Station, composta por dois longos corredores com telhado ondulado. As linhas curvas são inspiradas nas dunas do deserto e ainda permitem que a luz e o ar circulem livremente entre os prédios. As estruturas são conectadas por uma passagem que lembra um "wadi", um leito seco de rio nas áreas desérticas.

Já o LAX/Metro Transit Center, em Los Angeles, nos Estados Unidos, dá acesso ao aeroporto internacional da cidade, atendendo duas linhas de metrô e 16 linhas de ônibus. O local é dotado ainda de uma central de bicicletas e, futuramente, terá um sistema automatizado de transporte.
A infraestrutura é discreta, com coberturas esculturais de linhas amplas, tetos de vidro e painéis solares que cobrem metade da demanda de energia. O projeto favorece a ventilação natural, reduzindo a necessidade de ar-condicionado.


