O que fazer em Ouro Preto e Tiradentes no feriado de outubro

Cidades históricas mineiras reúnem igrejas barrocas, restaurantes renomados, passeios culturais e atrações especiais para o Dia das Crianças

CNN Viagem & Gastronomia, do Viagem & Gastronomia

Entre ladeiras de pedra, igrejas barrocas e casarões que preservam marcas de outros séculos, Ouro Preto e Tiradentes convidam a percorrer diferentes capítulos da história de Minas Gerais. A arquitetura colonial divide espaço com ateliês, museus e restaurantes que valorizam tradições mineiras, combinação que faz das duas cidades boas opções para uma viagem no feriado de 12 de outubro, Dia de Nossa Senhora Aparecida.

Ouro Preto e Tiradentes estão separadas por cerca de 160 km, distância que torna mais difícil conhecer as duas cidades com calma em um feriado de três dias.

Para quem prefere dedicar a viagem a apenas um destino, o CNN Viagem & Gastronomia preparou roteiros pelas duas cidades, com sugestões de passeios, atrações culturais e experiências gastronômicas para aproveitar o melhor de cada uma. Antes de montar o itinerário, vale conferir os horários de funcionamento e a necessidade de reserva em cada local. Confira as sugestões a seguir:

O que fazer em Ouro Preto

A 100 km de Belo Horizonte, Ouro Preto é Patrimônio Mundial da Unesco graças à arquitetura e aos artefatos deixados por aqueles que rascunharam nossa história. A cidade foi palco da Inconfidência Mineira e, por isso, os arquivos e memórias do movimento, com milhares de objetos e documentos dos séculos XVIII e XIX, estão presentes no Museu da Inconfidência. A entrada é gratuita.

Perto dali, a Igreja de São Francisco de Assis, relíquia do século XVIII, é parada obrigatória. O interior é ricamente adornado com trabalhos em madeira de autoria do Mestre Ataíde. Outro local imperdível é a Basílica de Nossa Senhora do Pilar, com detalhes do barroco brasileiro, construída em pleno auge do ciclo do ouro.

Além das igrejas, outros pontos merecem ser visitados, como a Casa de Ópera de Vila Rica, teatro mais antigo em funcionamento do país (entrada a R$ 5); a Feirinha de Artesanato do Largo de Coimbra; e o Museu do Oratório (entrada a R$ 8), anexo da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. A dica é "se perder" pela cidade e se surpreender com a riqueza de seus detalhes em cada canto.

Os mais aventureiros também podem percorrer a Estrada Real, conjunto de caminhos históricos usados para escoar ouro e pedras preciosas das áreas de mineração de Minas Gerais até os portos do Rio de Janeiro. Ouro Preto é um dos principais pontos da rota e serve como ponto de partida para conhecer outras localidades históricas mineiras, como Mariana e Diamantina, por diferentes trechos do percurso.

Na gastronomia, vale reservar uma mesa no Bené da Flauta, restaurante instalado em um casarão colonial branco e azul, que combina o charme da arquitetura histórica com uma cozinha regional refinada. Para uma experiência mais próxima da comida caseira mineira, a dica é a Casa do Ouvidor, conhecida por receitas tradicionais como frango com quiabo e frango ao molho pardo.

A Cervejaria Ouropretana é tradicional em Ouro Preto e serve cervejas junto de comidinhas típicas, como barriga de porco e carnes desfiadas. Se quiser provar pizza, o Passo Pizza Jazz ocupa um casarão do século XVIII no centro, onde pizzas de massa de fermentação natural podem ser beliscadas em uma varanda com vista para a Casa e a Ponte dos Contos.

Para as famílias que visitarem a cidade com crianças, uma programação especial será a 3ª Feira do Gererê, na Estação de Engenheiro Corrêa. Em celebração ao Dia das Crianças, das 14h às 18h, haverá Espaço Kids gratuito, com brinquedos, pipoca e algodão-doce e a presença de animadores. A feira ainda contará com artesanato e gastronomia.

O que fazer em Tiradentes

Tiradentes fica um pouco mais distante de Belo Horizonte, a cerca de 190 km. Possui boa estrutura hoteleira e gastronômica que reforça sua vocação para o turismo. Entre casarões coloniais, pousadas charmosas e restaurantes que valorizam a cozinha mineira, a cidade combina patrimônio histórico e experiências à mesa.

A cidade é tombada como Patrimônio Histórico pelo Iphan, sendo muito bem conservada e cercada de beleza natural pela Serra de São José. A visita pode começar pela Igreja de Nossa Senhora do Rosário, exemplo notável de obra barroca no país, e o Museu de Sant’ana, que fica dentro da antiga cadeia pública de Tiradentes e guarda um acervo de imagens de santas e santos importantes para o povo brasileiro. O ingresso custa R$ 10 (inteira).

É possível emendar uma visita até a Igreja Matriz de Santo Antônio, de 1810, a mais antiga da cidade, que fica em uma colina elevada no centro histórico e oferece uma vista panorâmica. O templo é ornamentado com 482 kg de ouro e pinturas no teto que retratam passagens da Bíblia.

Ainda no centro, o Chafariz de São José levou água potável para a população em 1749. Atrás dela é possível observar o lugar onde as mulheres lavavam as roupas. Ainda é possível encaixar no roteiro a Ponte das Forras, que liga o Largo das Forras ao Largo das Mercês.

Se você gosta de artesanato, vale fazer um bate e volta até Bichinho, distrito a 7 km do centro que pode ser acessado de carro. Lá, a rua principal conta com lojas, ateliês, oficinas e alguns bares que são igualmente concorridos pelos visitantes.

Na zona rural da cidade, também há o Museu do Automóvel da Estrada Real, com uma coleção particular de veículos restaurados. Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e podem ser adquiridos diretamente no local, que fica aberto todos os dias, das 9h às 18h.

Outra forma de conhecer a paisagem e a história da região é embarcar na Maria Fumaça entre Tiradentes e São João del-Rei. Inaugurada em 1881, a linha percorre 12,8 km da antiga Estrada de Ferro Oeste de Minas em cerca de 40 minutos. O passeio pode ser feito em ambos os sentidos, de sexta a domingo e feriados, com bilhetes vendidos separadamente para cada trecho, com valores entre R$ 60,50 e R$ 121.

De volta ao centrinho de Tiradentes, considere o Ora quando a fome bater, restaurante do chef Felipe Oliveira. A casa combina técnicas da cozinha francesa a uma abordagem contemporânea, sem perder de vista os sabores e ingredientes mineiros.

Um clássico da cidade é o Tragaluz, que ocupa um casarão rústico tombado pelo Iphan. A casa, que comemora 25 anos em 2026, foi pioneira em desafiar a tradição, mostrando que é possível fazer memória e inovação coabitarem um mesmo espaço, como escreve Carolina Daher, colunista do CNN Viagem & Gastronomia. Outra opção é o Angatu, do chef Rodolfo Mayer, que alia cozinha moderna com ingredientes brasileiros e alma mineira.

Pensando nas crianças, no dia 12 de outubro, o bloco Folia Kids fará uma programação especial com shows musicais, personagens infantis, teatro, dança e brincadeiras. A agenda será das 14h às 18h, na Praça Largo das Forras.

 

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