USDA reduz projeções para produção de carne bovina dos EUA em 2026 e 2027

Órgão também eleva estimativas de importação para os dois anos, enquanto mantém as projeções de preços do boi

Andressa Simão, da CNN Brasil, São Paulo
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu as estimativas de produção de carne bovina do país para 2026 e 2027 e elevou as projeções de importação para os dois anos. As revisões refletem a expectativa de menor disponibilidade de animais para abate e de redução do peso das carcaças. As projeções de preços do boi foram mantidas.

Para 2026, o USDA estima uma produção de 11,28 milhões de toneladas, equivalentes a 24,87 bilhões de libras, volume 34 mil toneladas inferior ao previsto em setembro. Caso a estimativa se confirme, a produção norte-americana ficará 4,6% abaixo da registrada em 2025.

A revisão para este ano considera a expectativa de menor abate de machos e novilhas, além da redução do peso das carcaças no segundo semestre. O aumento do abate de vacas deve compensar apenas parcialmente a diminuição da produção decorrente desses fatores.

Para 2027, o USDA passou a estimar uma produção de 11,22 milhões de toneladas, ou 24,743 bilhões de libras, queda de 73 mil toneladas em relação à estimativa divulgada em setembro. Se confirmado, o volume representará uma nova retração de 0,5% na comparação com 2026.

A expectativa de menor produção no próximo ano está associada à redução do peso das carcaças e à diminuição do número de animais colocados em confinamento no segundo semestre de 2026. Com menos bovinos entrando nessa etapa de produção, a oferta de animais para abate tende a ser menor no primeiro trimestre de 2027.

O cenário traçado pelo USDA combina, portanto, uma perspectiva de continuidade da queda da produção norte-americana com o aumento das importações previstas para atender à demanda interna. Mesmo diante das mudanças nas estimativas de oferta e comércio exterior, o órgão manteve as projeções de preços do boi para 2026 e 2027.