Coppolla: Depoimento de Cid parece mais confissão do que delação premiada
"Ao que tudo indica, Mauro Cid inventou fatos para se adequar à tese da acusação e a sua narrativa de golpe"
O depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), se assemelha mais a um tipo de "confissão sob ameça" do que um acordo de colaboração premiada com a Justiça, defende o comentarista Caio Coppolla em O Grande Debate desta terça-feira (17).
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização de uma acareação entre o ex-ministro Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Ela deve acontecer na próxima terça-feira (24), às 10h.
"Além de tudo isso, o depoimento do senhor Mauro Cid às autoridades policiais e mais recentemente às autoridades judicias parece muito mais uma confissão sob ameaça repleta de mentiras do que uma delação premiada para auxiliar a Justiça na busca pela verdade", afirma o comentarista.
"A delação do Mauro Cid tem que ser anulada, porque está claro que ele violou termos de acordo com a Justiça. Da mesma forma, está muito claro que ele mentiu descaradamente nos seus depoimentos não apenas à Polícia Federal, mas também ao STF", acrescenta.
"Ao que tudo indica, Mauro Cid inventou fatos para se adequar à tese da acusação e a sua narrativa de golpe", prossegue Coppolla.
"A partir do momento em que se descobre, sem sombra de dúvida, que a prova ou a fonte de prova é nula, ela deve ser extirpada do processo sob pena de contaminar ainda mais o juízo, o julgamento do caso", finaliza.



