Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Lula volta a conversar com Haddad para amarrar palanque em SP

Petistas dizem considerar 'praticamente certa’ candidatura ao governo paulista; resistente, ministro viajará com o presidente à Índia e Coreia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a conversar com Fernando Haddad (PT) sobre uma possível candidatura ao governo de São Paulo e espera amarrar em breve o palanque no maior colégio eleitoral do País.

De acordo com fontes próximas ao presidente e ao ministro da Fazenda, o cenário aponta cada vez mais para uma candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, apesar das sucessivas manifestações do ministro contra um ingresso na corrida estadual.

Como o blog revelou no início do ano, Lula e Haddad tiveram um almoço de aproximadamente três horas no meio de janeiro, para discutir a eleição em São Paulo. Os dois saíram do encontro sem um martelo batido sobre a disputa.

Mas Lula, de acordo com um interlocutor, foi à reunião decidido a “ir para cima” do ministro, para convencê-lo a concorrer ao Palácio dos Bandeirantes.

Segundo outro líder petista que conversou ontem com a CNN, os dois teriam voltado a discutir a corrida estadual pouco antes do carnaval. Embora ainda não haja confirmação oficial, dois petistas próximos ao ministro e ao presidente se disseram convencidos de que a candidatura de Haddad é “praticamente certa”, restando apenas amarrar os detalhes para a composição de um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do País.

Lula e Haddad viajarão juntos à Índia e à Coreia do Sul nesta semana. Ainda há muita incerteza em relação ao formato da chapa que pode vir a ser encabeçada por Haddad, já que Lula vem mantendo conversas individuais com outros cotados para as demais vagas na corrida estadual.

A CNN Brasil procurou Fernando Haddad, mas não teve resposta.

O desenho da chapa paulista ainda depende das negociações conduzidas pelo PT na esfera federal. Se houver qualquer chance de Lula atrair um grande partido de centro para a aliança, como o MDB, uma ideia seria convencer Geraldo Alckmin a deixar o posto de vice e concorrer ao Senado. Mas o ex-governador prefere continuar como companheiro de chapa de Lula na corrida presidencial.

A lista de nomes cotados para o Senado também inclui Simone Tebet, que possivelmente migraria do MDB para o PSB para participar da disputa; e Marina Silva, que, como revelou o blog, conversa sobre a possibilidade de se filiar novamente ao PT. Até este domingo, a ministra do Meio Ambiente ainda esperava uma conversa com Lula para selar seu destino.