Elijonas Maia
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Maranhense radicado em Brasília, cobre investigações policiais e os bastidores da segurança pública há 15 anos

Diretor da PF vai aos EUA em meio à crise de episódio com Ramagem

A expectativa é de que Andrei Rodrigues acompanhe o presidente Lula para encontro com Donald Trump e na pauta devem constar o combate ao crime organizado e classificação de PCC e CV como grupos terroristas

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O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, participará da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Estados Unidos para se encontrar com o presidente estadunidense Donald Trump, na quinta-feira (7). O embarque é na quarta (6).

A viagem de Rodrigues aos EUA acontece em meio à crise diplomática e policial entre os dois países. No mês passado, o país de Trump expulsou o delegado da PF Marcelo Ivo. Ele trabalhava como oficial de ligação junto ao ICE, a polícia de imigração.

Após a medida, o governo brasileiro adotou a reciprocidade e expulsou um agente norte-americano que trabalhava na PF em Brasília. Um outro agente também teve suas credenciais retiradas temporariamente e depois devolvidas.

A crise começou com a detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, na Flórida. Foragido da Justiça brasileira, ele foi monitorado pela PF, que avisou ao ICE sobre sua situação irregular no país. Ele ficou três dias na detenção e foi liberado porque tem pedido de asilo político ainda em análise.

Segundo a PF, os EUA não explicaram a liberação de Ramagem e o motivo da expulsão do delegado de volta ao Brasil. O episódio gerou um mal-estar entre os dois países.

A ida do diretor da PF também ocorre em meio a negociações internas norte-americanas para classificar as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como grupos terroristas, como já foi feito pelos países vizinhos Paraguai e Argentina.

Os Estados Unidos já classificaram outros grupos como terroristas que têm ligações com o PCC no Brasil, como o Tren de Aragua, da Venezuela.

Para o Brasil, se os grupos criminosos brasileiros entrarem na lista poderá implicar na soberania brasileira, com sanções a empresas diversas.

Apesar dos temas em destaque no momento da agenda na Casa Branca, fontes da PF dizem que as pautas serão definidas pelos dois presidentes: Lula e Trump.