PT elenca três "estados-problema" para o partido nas eleições
Goiás, Minas e Maranhão têm cenário embaralhado
O PT (Partido dos Trabalhadores) elencou três "estados-problema" no cenário eleitoral de 2026: Goiás, Minas Gerais e Maranhão.
Nas três unidades federativas, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dificuldade na formação de palanques.
Em Minas Gerais, falta o "não" derradeiro do senador Rodrigo Pacheco (PSB) e o PT já procura, com muita dificuldade, por um plano B.
Dirigentes são categóricos em dizer que a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), não é uma opção porque está bem posicionada para a disputa ao Senado Federal.
A alternativa é costurar outra opção. O empresário Josué Alencar (PSB) é citado como uma possibilidade, assim como o ex-procurador Jarba Soares, muito próximo de Pacheco.
O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, também aparece no rol de apostas, mas interlocutores afirmam que a aliança com o PDT dependeria de um gesto pessoal do presidente Lula.
No Maranhão, o cenário é igualmente complexo. O ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), é o melhor posicionado e tem adotado um discurso de independência, sem se posicionar nacionalmente.
O governador Carlos Brandão abdicou de disputar as eleições e se manter no governo para ajudar a capitalizar o nome do sobrinho Orleans Brandão (MDB).
O grupo rachou com o PSB de Flávio Dino, ex-governador e hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
O PT, de antigo aliado de Brandão, vai para a disputa com o vice-governador Felipe Camarão, que não tem apresentado bom desempenho.
Em Goiás, a deputada federal Adriana Accorsi (PT) é uma opção ao estado, mas ainda não foi oficializada. Com o atual governador -- e herdeiro do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) -- Daniel Vilela (MDB), e o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) no páreo, a esquerda deve ter dificuldade para chegar a um segundo turno.



