Julliana Lopes
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Julliana Lopes

Foi repórter no SBT e na CNN em Brasília. Agora em SP, Julliana trouxe na bagagem vasta experiência em coberturas no Congresso e no governo federal

PT e PL calculam impacto eleitoral da prisão de Ramagem

Prisão do ex-diretor da Abin reposiciona estratégias e alimenta narrativas dos dois lados

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A prisão de Alexandre Ramagem passou a ser tratada tanto pelo PT, quanto pelo PL, menos como um episódio isolado e mais como um fator com potencial de impacto na disputa eleitoral de 2026.

Para petistas, o caso reforça a associação do entorno bolsonarista a investigações da trama golpista e, na visão de integrantes do partido, abre caminho para que o tema volte a ser explorado na disputa narrativa.

Já no PL, a leitura é dupla. Uma ala reconhece o tamanho do desgaste, especialmente por atingir uma figura que se mostrou fiel a Jair Bolsonaro (PL). Ao mesmo tempo, o grupo aposta no reforço do discurso de perseguição, estratégia que tende a mobilizar a base mais fiel.

A atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos também entra no cálculo interno do PL. O entendimento é de que o episódio levanta dúvidas sobre o peso de sua atuação junto ao governo Trump.

Internamente, o partido avalia que o caso é negativo para os bolsonaristas e ocorre em um momento delicado, em meio a desgastes sobre as eleições dentro da família Bolsonaro e atritos públicos entre Eduardo e Nikolas Ferreira nas redes sociais.

Para as legendas, o desfecho ainda é incerto. A eventual extradição de Alexandre Ramagem depende de etapas jurídicas e decisões que ainda não estão dadas.

Entre aliados de Ramagem, a avaliação é de que ainda há tempo para que fatores políticos nos Estados Unidos possam influenciar esse processo. Até lá, PT e PL seguem ajustando estratégias diante de um cenário em aberto.