Com posse discreta, Fachin tenta dar exemplo de “código de conduta” no STF
Novo presidente da Corte quer ministros mais contidos, mas resiste a formalizar regras para evitar conflitos internos

Ao optar pela discrição na solenidade de posse como novo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Edson Fachin tenta dar o exemplo do “código de conduta” que deseja ver na Corte ao longo do próximo biênio.
Fachin defende ministros mais contidos e orientações mais rígidas sobre gastos, viagens, segurança e participação em eventos, mas resiste a formalizar essas regras para evitar conflitos internos.
Diante disso, decidiu “marcar posição” por meio das suas próprias iniciativas. Enquanto cerimônias anteriores contaram com celebridades como Maria Bethania e Fagner para a execução do Hino Nacional, Fachin convidou o próprio coral da Corte para a tarefa.
O “cardápio” do evento será apenas café e água. Fachin também declinou da festa que entidades da magistratura tradicionalmente oferecem em homenagem ao novo presidente do STF.
A auxiliares próximos, o ministro já avisou que vai evitar viajar em aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) e sinalizou que não pretende dar jantares para confraternizar com os presidentes dos demais Poderes.
No fim do ano passado, em mensagem a juízes recém-empossados em tribunais Brasil afora, Fachin escreveu que “magistrado algum está acima da legalidade” e que a essência da Justiça está fora da “sociedade do espetáculo”.
“Se a magistratura não chamar para si o dever de dar o exemplo pelo comportamento, teremos irremediavelmente falhado”, disse o ministro, no texto que foi publicado no portal jurídico Jota.



