Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Senadores preveem adiamento de votação de PEC do BC na CCJ

Integrantes do colegiado avaliam pedir vista caso a proposta entre na pauta

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Previsto para ser votado nesta quarta-feira (20), o relatório sobre a PEC que amplia a autonomia do Banco Central deve enfrentar resistência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

A avaliação de membros da CCJ é a de que a votação pode ser adiada a partir de um pedido de vista coletivo para mais tempo de análise.

A PEC prevê uma espécie de “super autonomia” para o Banco Central, o que implica maior liberdade administrativa, um orçamento próprio para despesas, estrutura e pessoal, com menor dependência do Tesouro Nacional. Atualmente, o BC já tem independência operacional, com mandatos fixos para presidente e diretores.

À CNN, o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), defende que a PEC dará mais proteção ao Pix.

“A partir dessa PEC, a ideia é garantir que o Pix não estará mais sob ameaça. Se você coloca o Pix na Constituição, ele estará mais seguro”, disse.

O relator da proposta, senador Plínio Valério, tem dito que o “Banco Central é um Boeing com orçamento de teco-teco”.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, também passou a defender o avanço da proposta com mais ênfase nos últimos meses. No Senado, recentemente, Galípolo alegou que o BC enfrenta limitações de orçamento, estrutura e pessoal para atuar na supervisão do sistema financeiro.

Apesar disso, a PEC enfrenta resistência dentro do governo. No Planalto, auxiliares do presidente Lula demonstram receio de a PEC criar um “super BC”, o que, na prática, diminuiria mecanismos de controle político e orçamentário sobre a autarquia.

Além das divergências sobre o texto, o ambiente político no Senado também pesa contra o avanço rápido da proposta.

Senadores relatam desgaste recente na relação com o governo após episódios envolvendo o caso Master e ainda a disputa entre Lula e o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) sobre a indicação de Jorge Messias ao STF.