Depoimentos do caso Master são marcados por faltas e pouca informação
Avaliação de quem acompanhou as oitivas é a de que informações apresentadas pelos investigados têm poucos “elementos úteis” para o avanço da apuração

Os depoimentos do inquérito que investiga fraudes no Banco Master foram marcados pela ausência da maioria dos investigados e pela apresentação, de acordo com quem os acompanhou, de poucos “elementos úteis” ao avanço da investigação.
Dos oito investigados que prestariam depoimentos na segunda (26) e terça-feira (27), cinco se ausentaram e um ficou em silêncio. Apenas dois depuseram: Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor-executivo Financeiro e de Administração do BRB, e Luiz Antonio Bull, ex-diretor do Master.
A avaliação de quem acompanhou os depoimentos nos dois dias é a de que as informações apresentadas pelos dois executivos pouco contribuem para a investigação. A oitiva de Bull, por exemplo, foi tratada por uma fonte como “típico depoimento de defesa".
Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB, Angelo Antonio Ribeiro da Silva, ex-diretor do Master, e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, se ausentaram na terça-feira (27).
O superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Antes do início dos questionamentos, declarou apenas que cumpria ordens na instituição financeira.
A ausência dos investigados deve atrasar o andamento da investigação. A Polícia Federal terá de definir novas datas para colher os depoimentos. Os novos dias e horários serão encaminhados ao ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem cabe a autorizar as oitivas.
Toffoli prorrogou a conclusão das investigações por mais 60 dias. A PF tem de concluir o inquérito até meados de março. A corporação, no entanto, poderá solicitar uma nova prorrogação caso haja diligências pendentes para elucidar os fatos em apuração.



