Análise: BC e PF se unem contra pressão no caso Master
O encontro é uma reação à tentativa de desqualificar quem investiga as fraudes no caso do Banco Master
O BC (Banco Central) e a PF (Polícia Federal) se unem para enfrentar a pressão no caso do Banco Master. Acontece nesta quarta-feira (14), uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, mesmo dia em que ocorre uma nova operação da PF sobre as fraudes do Master.
As operações eram esperadas e a novidade preocupante veio das decisões do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli, que acusou a Polícia Federal de atraso e ameaçou culpar a corporação se a operação fracassar.
Ao mesmo tempo, Toffoli mandou lacrar o material apreendido, impedindo qualquer acesso. Um ato, no mínimo, abusivo, segundo juristas, além de despropositado. Após constranger o Banco Central ao colocá-lo no mesmo plano dos investigados, o ministro agora avança sobre a Polícia Federal.
O encontro entre Galípolo e Rodrigues é mais do que um gesto institucional. É uma reação à tentativa de desqualificar quem investiga as fraudes no caso Master.



