Juros a 3%: ainda é possível ganhar dinheiro com a renda fixa?


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
11 de maio de 2020 às 09:21
Podcast O que eu faço

CNN tem podcast para tirar dúvidas sobre investimentos em tempos de crise

Foto: Divulgação

O Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu a boa parte do mercado na semana passada ao cortar os juros da taxa Selic em 0,75 ponto, a 3%. A menor taxa de juros da história no Brasil visa estimular o consumo e, também, diminuir o tombo da economia em 2020. Porém, como que ficam os investimentos em renda fixa a partir de agora? 

O brasileiro, que sempre preferiu a renda fixa a tomar risco na bolsa, conseguirá ter algum retorno com juros tão baixos?

Para entender melhor sobre esse cenário, o podcast “O que eu faço?” ouviu Cal Constantino, superintendente de renda fixa da Santander Asset Manageament. Segundo ele, a renda fixa não deixará de ter boas opções, mesmo com uma taxa de juros tão baixa.

Os investidores conservadores que não conseguem conceber a ideia de que podem perder seu dinheiro com a volatilidade da bolsa ainda tem boas opções, especialmente nos contratos mais longos.

E como explicar a perda que alguns ativos tiveram no mês de abril? O título do Tesouro Prefixado para 2026, por exemplo, teve uma redução de 4,7% no mês passado. Já o Tesouro IPCA+ 2055 se desvalorizou ainda mais no mesmo período: 16,6%. Segundo Constantino, como se tratam de títulos de longo prazo, não é necessário se preocupar. “Apenas se o investidor resgatar o dinheiro antes haverá perda de rentabilidade”, diz Constantino.

Para entender melhor sobre o tema, confira o novo episódio #5 do podcast “O que eu faço?”, comandado por Fernando Nakagawa, diretor do CNN Business, e Luciana Barreto, âncora da CNN.

Confira todos os episódios do podcast "O que eu faço?":

#4 - Com a aposentadoria mais distante, como poupar para a velhice?

#3 - Bolsa despenca no ano em meio à pandemia. É hora de entrar?

#2 - O dólar não para de subir em 2020. É hora de comprar a moeda americana?

#1 - Reserva de emergência em tempos de COVID-19: como organizar e onde investir