Twitter hackeado: como proteger os seus investimentos e dados na internet


Leonardo Guimarães, do CNN Brasil Business, em São Paulo
16 de julho de 2020 às 17:11
Operador de investimentos

Homem acompanha ativos em terminal de investimentos

Foto: @adamaszczos/Unsplash

Bill Gates, Barack Obama, Elon Musk e Jeff Bezos tiveram suas contas no Twitter hackeadas nesta quarta-feira (15). Os hackers aplicaram um golpe que prometia 100% de retorno sobre depósitos em um endereço de bitcoin.

Dados públicos mostram que os golpistas receberam mais de R$ 633 mil em bitcoins. Mais de 300 transações foram feitas. É seguro dizer que centenas de pessoas foram enganadas, o que levanta uma discussão sobre cuidados com a segurança da informação ao investir em criptomoedas ou ativos tradicionais, como ações ou fundos imobiliários.

É comum ter problemas ao investir, mas cair em golpes pode ser evitado seguindo algumas dicas. Fabio Assolini, analista de segurança da Kaspersky, empresa de cibersegurança, falou com o CNN Brasil Business e deu algumas dicas para que investidores não se tornem vítimas de cibercriminosos. Confira:

Cuidado com o phishing 

O phishing é o crime em que fraudadores enviam mensagens que imitam a comunicação das empresas com seus usuários. A partir daí, eles induzem os consumidores a revelar suas senhas, alegando algum problema de segurança com as contas. Com as informações em mãos, roubam dados ou dinheiro, caso invadam contas de corretoras ou bancos.

Este é um dos cibercrimes mais comuns no Brasil. A Kaspersky mostrou que os golpes desse tipo aplicados em março, no início da pandemia, cresceram 124% na comparação com o mês anterior. Em abril, mesmo com uma base forte, continuaram a crescer, com alta de 4%.

É importante conhecer esse tipo de golpe para ter cuidado com mensagens que pedem informações sensíveis, como senhas, dados pessoais ou de cartões de crédito.

Verificação em duas etapas 

A dupla autenticação se tornou muito popular por dar um nível de segurança maior aos usuários. Mesmo que uma pessoa mal intencionada roube uma senha, não conseguirá o acesso ao aplicativo que deseja, já que o programa vai enviar um SMS, e-mail ou até mesmo ligar para o dono da conta para se certificar que a tentativa de acesso é válida. É importante fazer isso, principalmente, no WhatsApp, aplicativo em que esse tipo de golpe é mais comum.

Cold wallets 

Esta dica se aplica exclusivamente a quem investe em criptomoedas. As cold wallets, que são uma espécie de pendrive que funciona como uma carteira para moedas digitais, são uma forma de guardar criptomoedas sem precisar de acesso à internet. Funcionam como um pendrive e protegem os usuários de algum vírus ou agente mal intencionado. É o jeito moderno de guardar o dinheiro debaixo do colchão.

As cold wallets são recomendadas ao investidor que tem grandes quantidades de criptomoedas e não precisa negociá-las a todo momento.

Olho no mercado 

Antes de começar a investir usando os serviços de corretoras, é de bom tom pesquisar sobre a empresa. É importante saber há quanto tempo a companhia está em operação e conhecer sua reputação antes de começar a investir. Por isso, sites como o Reclame Aqui, são importantes para saber a idoneidade daquele que está te ofecendo um produto ou serviço.

Essa preocupação é ainda mais necessária quando o investimento é em criptomoedas, já que este não é um mercado regulado. A dica antiga de não colocar todos os ovos na mesma cesta se aplica aqui.

O básico 

Os dispositivos usados para acessar suas contas em corretoras devem ter um antivírus instalado. Esses programas são capazes de detectar qualquer nova ameaça que seja baixada nas máquinas e evitam que malwares sejam sequer instalados no computador.

Os perigos de ter um vírus em seu aparelho já são conhecidos, mas nunca é demais reforçar: os malwares podem roubar dados relevantes dos aparelhos; entre eles, informações de acesso às contas de corretoras, redes sociais e apps de consumo.

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