Varejo: Saiba quais as melhores ações para apostar no segundo semestre


Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
20 de julho de 2020 às 18:03 | Atualizado 21 de julho de 2020 às 15:21

O setor de varejo é um dos que mais despertam atenção do investidor da bolsa de valores no Brasil e este episódio do Carteira Inteligente faz um raio-X das ações do segmento para entender quais são as melhores empresas para investir.

Muitos investidores ainda têm a memória viva das ações do Magazine Luiza, que subiram mais de 4.000% nos últimos anos, e tentam descobrir qual empresa será a próxima Magalu. Ou será que o setor já subiu tudo o que deveria e não há mais oportunidades?

Para tentar entender as perspectivas das ações do setor, o programa conversa com Daniela Bretthauer, chefe de renda variável da casa de análises Eleven Financial, e com Gustavo Oliveira, analista de varejo do banco suíço UBS.

Mesmo após a disparada do Magazine Luiza, Daniela Bretthauer mantém a recomendação de compra para a ação.

“É uma empresa de que eu gosto muito. Frederico (Trajano, presidente da empresa) falou que iria transformar uma varejista tradicional em uma varejista digital com pontos físicos de calor humano e ele conseguiu”, disse, ao lembrar que a empresa manteve a participação forte no segmento de eletrodomésticos e ganhou outros espaços, como a venda de fraldas e artigos para casa.

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Gustavo Oliveira é mais cauteloso e destaca outra preferida. “O Mercado Livre é a maior empresa no setor da América Latina e que vale cerca de US$ 50 bilhões. É a empresa de que a gente mais gosta e tem a nossa recomendação de compra. E 70% desse negócio está no Brasil, com mais ou menos 35% de participação do mercado brasileiro. É a grande líder do mercado”, disse.

“Quem está em segundo lugar é a B2W (dona do Submarino e da Americanas.com), que tem cerca de 22% do mercado”, diz o analista. O banco suíço não acompanha formalmente o Magazine Luiza e, por isso, não tem recomendação para a ação.

Oliveira cita ainda que a concorrente Via Varejo (dona das Casas Bahia e Ponto Frio) está em quarto no ranking do comércio eletrônico. “Eles estão perdendo mercado nos últimos anos.”

No ramo de supermercados, Bretthauer gosta das ações do Carrefour, enquanto Oliveira prefere o concorrente, o GPA. “A estratégia de vários canais é muito boa no Carrefour. Eles foram os primeiros a trazer o drive-thru para o Brasil e o e-commerce alimentar”, diz a chefe de renda variável da Eleven. Oliveira não concorda e prefere o arquirrival.

“Vejo crescimento maior quando analiso o Pão de Açúcar. As estratégias são parecidas (com as do Carrefour) com grande importância do atacarejo, mas há número menor de lojas (da marca Assaí), o que dá boas oportunidades para a empresa”, diz.

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