Nasdaq bate novo recorde em NY: por que o índice subiu tanto em 2020?


André Jankavski, do CNN Brasil Business, em São Paulo
20 de agosto de 2020 às 17:48 | Atualizado 21 de agosto de 2020 às 17:00

As empresas de tecnologia seguem se superando dia após dia nas bolsas em todo o mundo. Em Nova York, não poderia ser diferente. O principal índice da Nasdaq, que representa as maiores empresas de tecnologia, subiu mais uma vez nesta quinta-feira (20) e bateu o recorde histórico: alta de 1,4%, a 11.318 pontos. Foi o 35º recorde em 2020. 

A Nasdaq foi a primeira das grandes bolsas americanas a recuperar as perdas com a crise, já em junho.

E o recorde desta quinta aconteceu em um dia que as empresas de tecnologia conseguiram suplantar o pessimismo trazido pela ata do Federal Reserve, o banco central americano, que a retomada da economia deve ser bem complicada.  

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Neste pregão, as empresas que mais se destacaram foi a líder em vendas de software de design Synopsys (8,5%), a montadora de carros elétricos Tesla (6,5%), controlada por Elon Musk, e a plataforma de vídeochamadas Zoom (6,2%).

Porém a valorização de 31,7% desde janeiro, ante resultados bem mais modestos dos outros índices como S&P 500 e Dow Jones, tem muito a ver com o salto que as grandes empresas de tecnologia tiveram nesse ano.

A Apple, por exemplo, que chegou a alcançar US$ 2 trilhões em valor de mercado na quarta-feira (19), teve um salto de 61% em suas ações em 2020. Já a companhia de comércio eletrônico Amazon tem resultados ainda melhores neste ano, com alta de 78% nos papéis. Microsoft (36%), Facebook (31%) e Alphabet (18%) também têm peso importante no índice e tiveram resultados positivos.

Enquanto isso, o S&P 500, que reúne as maiores empresas de todos os setores na bolsa de Nova York, tem alta de "tímidos" 5%. Já o Dow Jones, que reúne apenas as 30 maiores companhias e mais conhecidas de todas as indústrias, ainda está no negativo: 2,8% de queda. 

Por que isso acontece?

Ao contrário de índices da bolsa de Nova York, a Nasdaq tem como característica a listagem de empresas mais novatas e também as grandes expoentes do mundo da tecnologia.

Exatamente essas que estão tendo uma valorização maior no ano, mesmo com o crescimento na pandemia, e que também tem a maior chance de apresentarem crescimentos elevados em seus mercados. 

Uma outra característica da bolsa é que os investidores, em sua maioria, entendem os momentos diferentes das startups que estream no mercado de ações: sabem que um alto prejuízo nem sempre é o principal ponto a ser observado. Logo, empresas que apostam em crescimento acelerado (e nem sempre com lucro) costumam ir para lá atrás desses investidores. 

Por isso, até mesmo empresas do Brasil têm procurado listar as suas ações por lá. Nos últimos anos, companhias como Stone, PagSeguro, Arco Educação, a Vasta, também de educação, e a corretora XP realizaram IPO em Nova York.

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