JPMorgan fixa preço-alvo das ações da Petrobras em R$ 35,50

Eles ressaltam uma menor percepção de risco com a nova administração não apenas mantendo a direção estratégica, mas agindo no sentido dessa continuação

Paula Arend Laier, da Reuters
28 de maio de 2021 às 11:53 | Atualizado 28 de maio de 2021 às 14:22
JP Morgan
Fachada do banco JP Morgan
Foto: Stephanie Keith/Foto de arquivo/Reuters

Analistas do JPMorgan elevaram a recomendação dos papéis da Petrobras para 'overweight', estabelecendo preço-alvo das ações a R$ 35,5 para o final de 2021, de acordo com relatório a clientes.

"Eu tenho que admitir que está ficando melhor", afirma o banco no relatório, assinado por Rodolfo Angele, Ricardo Rezende e Lucas F. Yang.

Eles ressaltam uma menor percepção de risco com a nova administração não apenas mantendo a direção estratégica, mas agindo no sentido dessa continuação. "O progresso na venda de refinarias e a promoção de executivos chave de suas posições apoiam a ideia de continuidade e assim de menor risco."

Os analistas também destacaram a performance operacional robusta e seus efeitos nos yields de fluxo de caixa, além do valution barato, com os ADRs da petrolífera negociando com múltiplo o valor da firma (EV) sobre lucro antes de juros, impostos depreciação e amortização (Ebitda) de 3,2 vezes.

"Mesmo com nenhum 're-rating', nós enxergamos uma expansão potencial do valor da ação de 19% por ano até 2023."

Angele e equipe ainda citam potenciais catalisadores à frente como o pagamento de dividendos se tornando uma realidade conforme a dívida bruta da companhia converge para o limite de US$ 60 bilhões.

Por volta das 10:20, as ações preferenciais da Petrobras subiam 2% e as ações ordinárias avançava 2,5%, ambas liderando os ganhos do Ibovespa, que tinha acréscimo de 0,1%.