Brasil perde 265 mil vagas formais em dezembro; em 2021, país cria 2,7 milhões de postos

Segundo os dados do Caged, o país abriu mais de 2,7 milhões de vagas de emprego formal em 2021

João Pedro Malardo CNN Brasil BusinessAnna Russida CNN

em São Paulo

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O Brasil perdeu 265.811 vagas de emprego com carteira assinada no mês de dezembro, mas encerrou 2021 com crescimento, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta segunda-feira (31). Ao todo, foram 1.437.910 admissões e 1.703.721 demissões.

Divulgado pelo Ministério do Trabalho e da Previdência, os dados apontam ainda que o país registrou a geração de 2.730.597 vagas de emprego formal no ano de 2021. O saldo no ano foi de 20.699.802 admissões e 17.969.205 demissões.

O número é o maior saldo positivo registrado para anos fechados de toda a série histórica do Caged, iniciada em 2010.

O número do mês passado foi uma queda em relação ao de novembro, quando o Brasil registrou a criação de 300.182 vagas de emprego formal após uma revisão para baixo. Ele também foi maior que o esperado pelo mercado, que projetava perda de 162 mil vagas.

Em dezembro, o salário médio de admissão foi de R$ 1.793,34. Segundo o Caged, apenas o setor de Comércio teve saldo positivo em dezembro, criando 9.013 postos de emprego formal.

A maior queda foi no setor de Serviços (-104.670), seguido pela Indústria (-92.047), Construção (-52.033) e Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (-26.073).

Caged
Dados do Caged de dezembro / Divulgação / Ministério do Trabalho

Considerando a divisão regional do Brasil, todas tiveram perda de postos de trabalho com carteira assinada. A maior queda foi na região Sul, de 1,01%, seguida pelo Norte (-0,68%), Sudeste (-0,64%), Centro-Oeste (-0,61%) e Nordeste (-0,23%).

Entre os estados, apenas Alagoas e Paraíba tiveram saldo positivo, de 615 e 61 novos postos, respectivamente. Os piores resultados foram em São Paulo, com perda de 103.954 vagas, e Santa Catarina, com 36.644 postos perdidos.

Já no regime de trabalho intermitente o saldo foi positivo, com 6.735 novas vagas. Ao todo, fora 22.039 admissões e 15.304 demissões em dezembro de 2021.

O setor com maior ganho foi o de Serviços (4.480), e o de menor, a Agropecuária (-65). O trabalho em regime de tempo parcial teve saldo negativo, de menos 6.750 vagas.

No acumulado de 2021, o salário médio de admissão ficou em R$ 1.921,19. O setor de Serviços foi o que mais contratou, com 1.226.026 novas vagas formais, seguido por Comércio (643.754), Indústria (475.141), Construção (244.755) e Agropecuária (140.927).

Na divisão regional, o Norte teve a maior geração percentual de vagas, com crescimento de 8,62%, enquanto o Sudeste teve a maior geração, com 1.348.692 novos postos. A menor geração percentual foi no Sul, com alta de 6,6%, e o Norte foi a região que abriu menos vagas, 154.667.

Ainda segundo o Caged, em 2021 o saldo de trabalho intermitente foi de 91.340 vagas criadas, enquanto o de regime de tempo parcial foi de 35.637 novas vagas.

Pnad e Caged

As duas pesquisas trazem dados sobre trabalho e emprego. Contudo, a pesquisa feita pelo IBGE é mais ampla, com informações relacionadas ao emprego informal, o que o Caged não consegue alcançar, já que se refere somente aos registros de contratações com carteira assinada enviadas pelas empresas, como explica o diretor do CNN Brasil Business, Fernando Nakagawa.

O Caged traz registros de admissões e dispensas de empregados contratados no regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e é utilizado pelo Programa Seguro-Desemprego para análise de informações e pagamento de benefícios.

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