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    Como setor de petróleo e gás russo depende de gigantes ocidentais Exxon, BP e Shell

    Qualquer ação que afete os interesses energéticos da Rússia destacará o papel desempenhado por alguns dos maiores atores do Ocidente

    Funcionário em local de construção do gasoduto Nord Stream 2, na Rússia
    Funcionário em local de construção do gasoduto Nord Stream 2, na Rússia 05/06/2019REUTERS/Anton Vaganov

    Mark Thompsondo CNN Business

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    O ​​Ocidente está prometendo sanções maciças a Moscou em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, disse na quinta-feira (24) que as sanções europeias teriam como alvo as forças armadas, a economia e a energia da Rússia.

    Acrescentou ainda que a decisão da Alemanha nesta semana de suspender a certificação do oleoduto Nord Stream 2 construído pela russa Gazprom mostra que o vasto setor de petróleo e gás não está fora dos limites.

    Mas qualquer ação que afete os interesses energéticos da Rússia destacará o papel desempenhado por alguns dos maiores atores do Ocidente, que geraram bilhões de dólares para o Estado russo e estão entre os principais investidores estrangeiros do país.

    Veja como as gigantes petroleiras ocidentais ExxonMobil, BP e Shell estão ajudando a manter a economia russa, dependente do petróleo, à tona.

    ExxonMobil

    A gigante petrolífera americana tem mais de 1.000 funcionários na Rússia e está no país há mais de 25 anos.

    Sua subsidiária, Exxon Neftegas Limited, tem uma participação de 30% no Sakhalin-1 –um vasto projeto de petróleo e gás natural localizado na ilha de Sakhalin, no Extremo Oriente russo.

    Ela opera o projeto desde 1995 em nome de um consórcio que inclui parceiros japoneses e indianos, bem como duas afiliadas da petrolífera russa Rosneft.

    A ENL emprega mais de 700 cidadãos russos em cinco grandes locais de produção. A ExxonMobil também tem escritórios em Moscou e São Petersburgo.

    Desde seu início, o Sakhalin-1 gerou mais de US$ 18,3 bilhões em pagamentos aos governos federal e regional russos.

    Mas a Rússia não é tão importante para a ExxonMobil como costumava ser.

    A ExxonMobil fez parceria anteriormente com a Rosneft para realizar atividades de exploração e pesquisa na Rússia, mas se retirou dessas joint ventures após sanções impostas pelos Estados Unidos e pela Europa após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014.

    A empresa avaliou seus ativos russos em US$ 4 bilhões em seu relatório financeiro anual divulgado na quinta-feira. Mas isso representava menos de 2% de seus ativos de combustíveis fósseis.

    A palavra “Rússia” não foi mencionada em sua recente teleconferência de resultados com analistas.

    A ExxonMobil não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

    BP

    Em seu site, a BP se autoproclama “um dos maiores investidores estrangeiros na Rússia”.

    Esse investimento se dá em grande parte por meio de uma parceria estratégica com a Rosneft, na qual detém uma participação de 19,75%.

    A empresa britânica nomeia dois diretores para o conselho da Rosneft —o CEO da BP, Bernard Looney, e o ex-CEO Bob Dudley.

    Por meio de três joint ventures com a Rosneft, a BP detém uma participação de 20% no projeto de petróleo Taas-Yuryakh, no leste da Sibéria.

    A BP concluiu o acordo para adquirir essa participação em 2015, e a produção do projeto deveria atingir 100.000 barris por dia no ano passado.

    A BP também possui 49% da Yermak Neftegaz — formada em 2016 — que está conduzindo exploração onshore em uma área combinada de cerca de 260.000 quilômetros quadrados nas bacias da Sibéria Ocidental e Yenisey-Khatanga.

    A terceira joint venture abrange o projeto Kharampur, no qual a BP tem 49% de participação. Kharampur é um campo de petróleo maduro, mas a BP e a Rosneft estão planejando desenvolver o projeto para bombear gás.

    A BP diz que há potencial para “dobrar a produção geral do campo”.

    A BP não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

    Shell

    O maior envolvimento da empresa com sede no Reino Unido na Rússia é o Sakhalin-2, que descreve como um dos maiores projetos integrados de petróleo e gás do mundo.

    A Shell tem uma participação de 27,5% no empreendimento, que é controlado pela Gazprom. Outros investidores incluem a Mitsui e a Mitsubishi do Japão.

    O projeto inclui três plataformas offshore, uma instalação de processamento onshore, 300 quilômetros de dutos offshore e 1.600 quilômetros de dutos terrestres, um terminal de exportação de petróleo e uma planta de gás natural liquefeito (GNL).

    A Shell diz que o Sakhalin-2 fornece cerca de 4% do atual mercado mundial de GNL.

    Japão, Coreia do Sul e China são os principais clientes das exportações de petróleo e GNL.

    Um porta-voz da Shell disse que está monitorando a situação de perto, mas se recusou a comentar os investimentos da empresa na Rússia.

    — Chris Liakos e Chris Isidore contribuíram com reportagem.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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