Queda do Facebook mostra necessidade de mais concorrentes, diz comissária da UE

Margrethe Vestager já propôs regras para forçar empresas de tecnologia a mudarem modelos de negócios para permitir mais competição

Falha em serviços do Facebook atingiu 3,5 bilhões de usuários
Falha em serviços do Facebook atingiu 3,5 bilhões de usuários REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

Foo Yun Cheeda Reuters

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A falha no acesso aos serviços do Facebook na véspera mostrou as consequências de se depender apenas de poucas empresas e ressalta a necessidade de mais opções, afirmou a comissária de defesa da concorrência da União Europeia, Margrethe Vestager, nesta terça-feira (5).

Os problemas no acesso aos serviços da companhia, que duraram pelo menos seis horas, impediram 3,5 bilhões de usuários da companhia de lerem suas mídias sociais e enviarem mensagens pelo WhatsApp, Instagram e Messenger, o maior montante já registrado pelo site de monitoramento Downdetector.

A falha também acabou interrompendo o trabalho de muitos empresários que dependem da plataforma para conduzir seus negócios e grandes levas de usuários passaram a usar serviços rivais como Twitter e TikTok na segunda-feira (4).

Vários funcionários do Facebook disseram sem revelar nomes que acreditavam que o problema foi causado por um erro interno de configuração dos sistemas de roteamento do tráfego de dados.

“Precisamos de alternativas e opções no mercado de tecnologia e não depender apenas de alguns grandes grupos, sejam eles quem for”, disse Vestager no Twitter.

A comissária propôs no ano passado regras conhecidas como Digital Markets Act (DMA) que definem uma lista do que Amazon, Apple, Facebook e Google podem ou não fazer e que, em essência, força as empresas a mudarem seus modelos de negócios para permitirem mais competição.

Os parlamentares e os países da União Europeia estão atualmente debatendo suas próprias propostas e vão precisar conciliar três projetos antes que as novas regras possam entrar em vigor.

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