Enxaqueca menstrual: pesquisa oferece tratamento com neuromodulação no ES

Segundo a coordenação do projeto, o tratamento busca devolver autonomia e qualidade de vida às mulheres

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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Um projeto da UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) promete revolucionar um problema enfrentado por milhares de brasileiras: a enxaqueca menstrual. Com o uso de neuromodulação, o tratamento gratuito será testado em 12 voluntárias.

A Clínica Escola da Ufes, no campus de Maruípe (ES), será o local onde mulheres de 18 a 65 anos, com diagnóstico prévio de enxaqueca menstrual há, pelo menos, seis meses, passarão pelo tratamento.

Como será feito

O protocolo de pesquisa, coordenado pela professora Fernanda Moura, prevê cinco sessões de neuromodulação, sendo uma por semana, além de encontros para avaliação e reavaliação.

O estudo utiliza duas técnicas específicas: a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua e a Estimulação Transcutânea do Nervo Vago.

O objetivo da pesquisa é validar como a associação da neuromodulação consegue amenizar a dor e, consequentemente, melhorar a qualidade de sono e vida das pacientes.

Importância dos testes

A enxaqueca menstrual é uma condição que frequentemente afeta a rotina produtiva, causando náuseas, sensibilidade à luz e sons, além de cansaço físico e mental.

Segundo a coordenação do projeto, o tratamento busca devolver autonomia e qualidade de vida às mulheres, combatendo o estigma que muitas vezes desvaloriza as dores relacionadas ao ciclo hormonal.