Armínio Fraga: BC fica fragilizado ao sofrer um ataque externo

Ex-presidente do BC afirma que a instituição tem seus alicerces institucionais abalados por interferências externas, em referência a ações recentes do STF e TCU

Da CNN Brasil
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Armínio Fraga, ex-presidente do BC (Banco Central), afirmou durante sua participação no programa WW que o BC está sendo fragilizado por sofrer interferências externas, referindo-se às recentes ações do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TCU (Tribunal de Contas da União).

Segundo Fraga, o principal problema não está nas ações do próprio Banco Central, mas sim na postura invasiva demonstrada por estas instituições. "Acho que o estrago maior não está sendo causado ao BC, na verdade. Acho que o próprio TCU, de certa maneira o Supremo, ou alguns dos que estão envolvidos, a meu ver é que vem, de certa maneira, demonstrando uma atitude meio invasiva difícil de entender", declarou.

O ex-presidente do BC destacou a importância da autonomia institucional conquistada ao longo dos anos pelo Banco Central brasileiro. "Em um país como o nosso onde a evolução institucional do Banco Central foi duramente construída", pontuou Fraga, ressaltando que não há justificativa para interferências em casos onde o BC está apenas cumprindo seu papel regulatório.

Alicerces institucionais abalados

Armínio Fraga foi enfático ao afirmar que o Banco Central fica em posição vulnerável quando sofre ataques externos que comprometem sua autonomia. "O Banco Central fica fragilizado, portanto, não por ter feito essa liquidação, mas por ter os seus alicerces institucionais balançados, mas não por razões internas, acho que é um ataque externo", concluiu.

As declarações de Fraga ocorrem em um momento em que o Banco Central enfrenta questionamentos de outras instituições sobre suas decisões regulatórias, gerando debate sobre os limites de atuação entre os poderes e órgãos de controle.

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