Brasil precisa de negociação direta com os EUA, diz especialista
Doutor em Direito Internacional, Celso Figueiredo destaca importância da aproximação entre os países para resolver questões tarifárias e estabelecer previsibilidade nas relações
A necessidade de uma negociação direta entre Brasil e Estados Unidos tem se mostrado cada vez mais urgente para resolver impasses comerciais entre os dois países. A análise é do doutor em Direito Internacional Celso Figueiredo, que destacou a importância de estabelecer um diálogo transparente para superar questões como o aumento de tarifas.
Segundo Figueiredo, existe um trabalho intenso de bastidores para viabilizar uma interação direta entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente americano, Donald Trump. No entanto, o especialista ressalta que o encontro deve ocorrer dentro de parâmetros que deixem o Brasil confortável, evitando possíveis constrangimentos diplomáticos.
Interesses comerciais em jogo
O especialista aponta que diversos setores econômicos estão no centro das discussões. Do lado americano, destacam-se o etanol, a indústria siderúrgica e a cadeia automotiva. Já o Brasil tem interesse em negociar questões relacionadas ao setor agropecuário, incluindo produtos como açúcar, carne e café.
Figueiredo também ressalta o papel fundamental da diplomacia empresarial neste processo. A união entre os setores produtivos brasileiros e americanos pode exercer pressão significativa nas negociações, uma vez que ambos os lados são afetados pelas barreiras comerciais.
O especialista sugere que uma primeira aproximação entre os líderes poderia resultar em uma suspensão temporária das tarifas, similar ao que ocorreu com a China, permitindo assim negociações mais concretas. "O principal nesse momento é trazer mais previsibilidade na relação Brasil e Estados Unidos", afirma.


