É preciso atacar raiz do problema, que é a despesa pública, diz economista

Após derrota do governo na Câmara sobre MP do IOF, Rafael Furlanetti, da XP, defende foco em medidas estruturais de médio e longo prazo para as contas públicas

Da CNN Brasil
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O sócio-diretor da XP, Rafael Furlanetti, disse durante entrevista ao CNN Novo Dia, que o debate sobre a meta fiscal neste momento não é tão importante quanto à discussão de medidas de longo e médio prazo. Para ele, é importante é atacar a raiz dos problemas, que em sua visão é o controle das despesas públicas.

A declaração ocorre em repercussão à recente derrota do governo na Câmara dos Deputados, com a derrubada da medida provisória com alternativas ao aumento do IOF. A medida reacendeu no mercado financeiro as discussões sobre possíveis mudanças na meta fiscal para 2026. O cenário atual prevê um superávit de 0,25% do PIB para o próximo ano.

"Mais vale a perspectiva, mais vale o filme do que a foto", afirmou o especialista. "Discutir meta fiscal neste momento talvez não seja tão importante como discutir medidas de longo e médio prazo. Na medida que elas são discutidas, tudo fica mais fácil e as pessoas pegam mais confiança na gestão das contas públicas", disse.

Foco nas medidas estruturais

Furlanetti destacou que o mais importante é abordar questões fundamentais relacionadas à despesa pública, que precisam ser tratadas de forma estrutural. Segundo ele, quando medidas de médio e longo prazo são adequadamente discutidas, a confiança na gestão das contas públicas tende a aumentar.

"Acredito que seja cedo para discutir isso, mas acredito que seja mais importante ainda a gente atacar a raiz dos problemas, que é a despesa pública. E despesa pública tem que se atacar de forma estrutural", disse.

O debate sobre a possível revisão da meta fiscal para 2026 ganhou força após a frustração do governo com a derrota da MP no Congresso. No entanto, o economista sugere que essa discussão pode ser prematura, defendendo que o foco deve estar em soluções mais duradouras para o equilíbrio das contas públicas.

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