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    Heineken vende operação na Rússia por US$ 1

    Processo de saída do país começou em março de 2022; Grupo Arnest assume produção

    Niamh Kennedyda CNN*

    Londres

    A Heineken anunciou a sua saída da Rússia após a venda dos seus negócios no país por um valor simbólico de 1 euro (US$1 ou R$ 5,27).

    A cervejaria holandesa afirmou em comunicado na sexta-feira (25) que recebeu as aprovações necessárias para transferir suas operações ao Grupo Arnest, um fabricante russo, concluindo um processo de retirada iniciado em março de 2022.

    O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, disse que “acontecimentos recentes demonstram os desafios significativos enfrentados pelas grandes indústrias para tentar sair da Rússia”.

    “Embora tenha demorado muito mais tempo do que esperávamos, esta transação garante a subsistência dos nossos funcionários e permite-nos sair do país de forma responsável”, acrescentou van den Brink.

    A cervejaria espera incorrer em uma perda total de € 300 milhões (R$ 1,58 bilhão) com o negócio.

    Multinacionais X Rússia

    Quando Moscou iniciou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, uma série de empresas multinacionais deixaram a Rússia ou anunciaram planos para o fazer.

    Contudo, ao longo dos últimos 18 meses, o Kremlin vem criando obstáculos para as empresas ocidentais venderem os seus ativos no país.

    Entre os empecilhos, o governo russo obriga as companhias a pagarem uma taxa elevada por essas vendas.

    Saída da Heineken

    Em março, a Heineken disse que tinha decidido “fazer todo o possível” para evitar a nacionalização dos seus negócios russos, deixando o país “o mais rapidamente possível”.

    Em julho, a Rússia estatizou as operações locais da fabricante francesa de iogurte Danone e da cervejaria dinamarquesa Carlsberg.

    “Em primeiro lugar, não acreditamos que o estado russo ou as pessoas mais próximas dele tenham em mente os melhores interesses do nosso povo”, pontuou a Heineken em comunicado.

    “Em segundo lugar, estávamos desconfortáveis ​​com o fato de que o governo poderia se beneficiar da apropriação forçada de grandes ativos empresariais”, conclui a cervejaria.

    O Grupo Arnest, que fabrica cosméticos, utensílios domésticos e embalagens metálicas para bens de consumo, forneceu a todos os 1.800 funcionários da Heineken na Rússia garantias de emprego para os próximos três anos como parte do acordo.

    Veja também: Guerra será devastadora para economia russa, afirma FMI

    *Com informações de Olesya Dmitracova

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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