Ibovespa fecha acima dos 101 mil pontos com alta dos bancos; dólar cai a R$ 5,59
Também segue em pauta o aumento de infecções pelo novo coronavírus na Europa, com a Espanha foi o primeiro país europeu a registrar 1 milhão de infectados

Os bancos deram, mais uma vez, suporte para um pregão de alta na bolsa paulista. Enquanto os investidores esperam uma definição sobre estímulos à economia dos Estados Unidos, o Ibovespa vai ganhando força ao longo da semana.
Nesta quinta-feira, o índice acionário fechou o pregão em alta de 1,36% para 101,917,73 pontos.
O Itaú (ITUB4) teve a maior alta da sessão: 5,14%. No setor, também avançaram Bradesco (BBDC4) – 4,6% – e Santander (SANB11) – 4,16%.
A WEG (WEGE3), que havia sofrido correção no final da sessão anterior, voltou a subir e ficou entre as maiores altas do pregão, com valorização de 4,73%.
Continua na pauta do investidor a novela das negociações sobre um novo projeto de lei de auxílio à crise do coronavírus nos Estados Unidos.
Segundo a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, o desfecho deve ser positivo. "Estamos perto de um acordo por estímulos fiscais", disse ela, nesta quinta-feira.
Esta fala deu ainda mais fôlego para a alta do Ibovespa no início da tarde. O índice já vinha em trajetória de crescimento, desde o início do pregão.
Também segue em pauta o aumento de infecções pelo novo coronavírus na Europa, com a Espanha foi o primeiro país europeu a registrar 1 milhão de infectados. Isso tem deixado os investidores apreensivos com uma nova queda da economia global.
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O dólar fechou em leve queda ante o real nesta quinta-feira, mas ficou longe das mínimas da sessão.
A moeda norte-americana caiu 0,38%, a R$ 5,5949 na venda. A moeda oscilou entre alta de 0,19% (para R$ 5,627) e queda de 0,95%, a R$ 5,5632.
A divisa chegou a cair quase 1% no começo da tarde, antes de recobrar fôlego em meio à instabilidade nos mercados externos e a um pregão de dólar em alta contra outros rivais.
Lá fora
Os mercados de ações nos Estados Unidos terminaram em alta nesta quinta-feira, ao fim de uma sessão volátil, com investidores comemorando a perspectiva de mais estímulos fiscais para apoiar uma economia afetada pela pandemia, em meio a novos dados apontando desaceleração da recuperação do mercado de trabalho.
O Dow Jones subiu 0,54% e o S&P 500 teve valorização de 0,52%. Já o índice de tecnologia Nasdaq caiu 0,02%. Até o início da tarde, todos os índices tinham queda de pelo menos 0,2%.
As ações europeias caíram pelo quarto dia consecutivo nesta quinta-feira, embora tenham reduzido as perdas depois que o ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, revelou bilhões de libras a mais em ajuda financeira para empresas afetadas pela pandemia.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,15%, a 1.393 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,14%, a 360 pontos.
As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em baixa diante do lento ritmo das negociações entre o governo dos EUA e a oposição democrata para o lançamento de um novo pacote fiscal em reação à pandemia de coronavírus.
O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,70% em Tóquio hoje, a 23.474,27 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,67% em Seul, a 2.355,05 pontos. Já na China continental, o Xangai Composto se desvalorizou 0,38%, a 3.312,50 pontos, e o Shenzhen Composto teve perda de 0,49%, a 2.243,24 pontos.
O mau humor prevaleceu também na bolsa australiana, a principal da Oceania. O S&P/ASX 200 caiu 0,29% em Sydney, a 6.173,80 pontos, pressionado por ações de petrolíferas, que reagiram ao tombo de até 4% nas cotações internacionais do petróleo ontem.
De volta à Ásia, as bolsas de Hong Kong e de Taiwan foram exceção e garantiram modestos ganhos. O Hang Seng teve alta de 0,13%, a 24.786,13 pontos, e o Taiex subiu 0,31%, a 12.917,03 pontos.
(Com Reuters e Estadão Conteúdo)
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