Rita Mundim
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Rita Mundim

A comentarista de economia da CNN é especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela FGV. Em 2024, ganhou o prêmio de Influenciadora Coop da Organização das Cooperativas Brasileiras.

Análise: Prévia da inflação acima do esperado desafia BC

Cenário é agravado pelo estímulo ao consumo e à demanda adotado pelo governo, especialmente em ano eleitoral

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A prévia da inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA-15, divulgada nesta quarta-feira (27), veio acima do esperado pelo mercado e acendeu um sinal de alerta para o controle de preços no país.

O resultado pressiona o BC (Banco Central) e torna ainda mais desafiadora a tarefa de calibrar a taxa de juros nos próximos meses.

Inflação pressiona alimentos, energia e remédios

Rita Mundim, comentarista de Economia do CNN Money, chamou atenção para o fato de que, dos nove grupos pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), oito apresentaram alta.

"Está pegando em alimento, está pegando em energia e está pegando em remédio", afirmou Mundim. "Então, está pegando naquilo que as famílias sentem mais", completou.

O único grupo que não registrou alta foi o de transportes, segmento que, segundo a comentarista, está sendo contido de forma artificial por subsídios do governo.

Mundim destacou que o preço do barril de petróleo está elevado no mercado internacional e que o subsídio governamental aos combustíveis não pode durar indefinidamente.

"O governo não tem dinheiro para ficar bancando o mercado internacional, porque o preço do petróleo é um preço definido por oferta e demanda em nível global", disse.

A comentarista acrescentou que, sem o subsídio, a inflação estaria ainda mais alta, e que vários bancos já projetam a Selic entre 13,75% e 14%, enquanto o boletim Focus aponta 13,25%.

A inflação, por sua vez, já é projetada acima de 5% por diversas instituições financeiras.

Para Mundim, o cenário é agravado pelo estímulo ao consumo e à demanda adotado pelo governo, especialmente em ano eleitoral.

"O Banco Central vai ter mais dificuldades ainda em controlar essa inflação, que já está projetada acima do teto da meta", avaliou.

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