Descarbonização dos aviões é prioridade do governo, diz ministro à CNN
Em entrevista ao Live CNN, Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, relata aposta em combustível sustentável para aviação (SAF) como estratégia para descarbonização do setor aéreo brasileiro
O Brasil estabeleceu metas ambiciosas para redução da emissão de gases no setor da aviação, com planos de diminuir em 1% até 2027 e alcançar 10% de redução até 2037. Segundo Silvio Costa Filho, ministro de Portos e Aeroportos, em entrevista ao Live CNN, a estratégia central do governo envolve a implementação do SAF (Combustível Sustentável de Aviação), posicionando o país como potencial exportador deste combustível do futuro.
O projeto de lei em desenvolvimento prevê diálogo intenso com companhias aéreas nacionais e internacionais para promover a transição energética no setor. A iniciativa faz parte de um conjunto mais amplo de medidas sustentáveis que incluem também o setor portuário, com investimentos em navios verdes e portos sustentáveis.
Investimentos e modernização
"A gente quer estimular essa indústria limpa, verde. Nos portos brasileiros, temos uma grande agenda, como navios verdes, portos sustentáveis, portos sem papel, que estimulem operações portuárias, com a nova modelagem de combustível - tanto que, em dois anos, já temos o equivalente a mais de R$ 1,2 bilhão em investimentos sustentáveis, de um montante de mais de R$ 30 bilhões em investimentos no setor portuário", afirma o ministro.
Estes projetos sustentáveis geraram aproximadamente 50 mil empregos diretos e indiretos.
O Brasil ocupa atualmente a posição de segundo maior mercado de aviação do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O setor apresentou crescimento expressivo, saltando de 98 milhões de passageiros em 2022 para uma projeção de 128 milhões em três anos, representando um aumento de 30 milhões de brasileiros utilizando o transporte aéreo.
Medidas para redução de custos
Para viabilizar a expansão sustentável do setor, "estamos ofertando, esse ano, o equivalente a R$ 4 bilhões para fazer com que as companhias aéreas possam comprar mais aviões, requalificar e reformar a frota de aviões existente para a gente poder ter mais voos pelo Brasil", conta Filho. Além disso, nos últimos dois anos, houve redução de 22% no custo do combustível de aviação e 6% no valor global das passagens, segundo dados da Anac.


