Em meio a audiência sobre tarifas, governo teve nova reunião com EUA
Ministro afirmou que governo brasileiro já pediu nova rodada de reuniões com Jamieson Greer, representante do USTR

Em meio ao segundo dia de audiências para tratar da implementação de tarifas de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, técnicos do governo brasileiro se reuniram nesta terça-feira (7) com representantes do USTR (Representante Comercial do EUA).
A informação foi dada pelo ministro do Desenvolvimento, Industria, Comercio e Serviços, Marcio Elias Rosa, após o encontro.
Segundo o chefe da pasta, no encontro de hoje, os representantes discutiram pontos da proposta do Brasil da coordenação integrada de combate ao crime organizado internacional. Na avaliação do ministro, é possível avançar nesse ponto.
"Nós dividimos as discussões em tópicos, e hoje nós tratamos de um pedido que o presidente Lula tem feito ao governo norte-americano para que nós tenhamos uma atuação integrada no combate ao crime transnacional, ao crime organizado, e há um reconhecimento de que é possível avançarmos nesse ponto", afirmou.
"O Ministério da Justiça, aqui no Brasil, fez um trabalho, nós já tínhamos apresentado uma visita do presidente Lula ao presidente Trump, e hoje nós detalhamos um pouco mais desse plano bilateral", pontuou.
O ministro afirmou ainda que essa reunião deve ter sequência ao longo da semana. O governo brasileiro já solicitou um novo encontro com Jamieson Greer, chefe do USTR, e aguarda um retorno por parte dos norte-americanos.
Há a expectativa de participação do ministro Mauro Vieira, das Relações Exteriores, mas, segundo Elias, caso o chefe do MRE esteja impossibilitado, representantes da pasta devem estar presentes.
Sobre as audiências de segunda-feira (6) e terça-feira (7), o ministro afirmou que grande parte dos setores presentes estiveram com o governo e defenderam a posição brasileira, contrária às tarifas.
"Avaliamos como muito positivo o fato de que os setores produtivos brasileiros, as representações, a CNI, dentre outros, tenham participado defendendo a nossa posição", ponderou.
"Contrário às tarifas, a indicação da absoluta injustiça que representa a própria Seção 301, o não cabimento das recomendações que foram despedidas e essas participações de brasileiros comprometidos com a questão econômica do Brasil", finalizou o ministro.


