Bolsas dos Estados Unidos fecham em alta com Ômicron no radar

Dow Jones cresceu 0,68%, S&P teve alta de 1,32% e o Nasdaq subiu 1,88%

Artur Nicoceli, São Paulo
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Após terminarem a sessão reduzida de sexta-feira (26) no negativo com as notícias sobre a nova variante Ômicron, as bolsas norte-americanas recuperaram o fôlego e fecharam o pregão desta segunda-feira (29) em alta.

O Dow Jones cresceu 0,68%, aos 35.135 pontos, o S&P operou em alta de 1,32%, aos 4.655 pontos e o Nasdaq subiu 1,88%, aos 15.782 pontos.

O The Wall Street Journal apontou que os investidores norte-americanos estão apostando que o impacto da variante será menos profundo do que inicialmente temido. Dessa forma, neste início de semana, os acionistas correram para tirar proveito das fortes perdas provocadas pelo coronavírus.

“Os investidores estão aguardando mais clareza sobre a provável transmissibilidade, a gravidade da variante e se as vacinas já desenvolvidas serão eficazes”, diz o jornal.

Outro ponto que ressalta a segurança do mercado é que os investidores venderam seus títulos do governo norte-americano, mecanismo conhecido como "ativo de segurança em meio ao risco".

Commodity

No radar dos investidores estava ainda o preço do petróleo que, apesar de não ter subido tanto na sessão de hoje, conseguiu se recuperar da forte queda da última sexta-feira (26).

Às 18h04, horário de Brasília, o petróleo Brent, negociado em fevereiro de 2022, subia 1,70%, a US$ 72,81, enquanto a commodity WTI, negociada em janeiro de 2022, crescia 2,25%, a US$ 69,68.

Na última sessão, os preços da commodity despencaram mais de 10%, a maior queda em um dia desde abril de 2020. O recuo foi exacerbado pela baixa liquidez devido ao Feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

Ômicron

O mercado ainda está incerto sobre as consequências que a Ômicron pode trazer. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que a nova variante representa um risco “muito alto” de surtos e casos.

A nova variante foi relatada pela primeira vez em 24 de novembro na África do Sul, onde as infecções aumentaram vertiginosamente.

Desde então, a variante se espalhou para mais de uma dúzia de países, muitos dos quais impuseram restrições de viagem para tentar se isolar.

Anthony Fauci, principal especialista em doenças infecciosas do país, diz que EUA deve se preparar para enfrentar a Ômicron, mas ainda é “cedo” para lockdown.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou também nesta segunda-feira (29) que a variante não é para pânico, mas sim preocupação.

Até o momento não há casos nos Estados Unidos

*Com Reuters

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