EUA: democratas e republicanos chegam a acordo sobre orçamento

Parlamentares retornam nessa segunda (8) de recesso e discussão deve pautar trabalhos do Congresso

Por Kanishka Singh e Richard Cowan, da Reuters
Capitólio, em Washington
Congresso tem um prazo até 19 de janeiro para que o primeiro conjunto de projetos de lei seja aprovado e até 2 de fevereiro para os demais  • 06/04/2023 - REUTERS/Elizabeth Frantz/Arquivo
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Os principais democratas e republicanos do Congresso dos Estados Unidos chegaram no domingo (7) a um acordo sobre gastos de US$ 1,59 trilhão (R$ 7,75 trilhões), o que abre caminho para que os parlamentares aprovem projetos de lei relativos ao dinheiro antes que o governo paralise este mês.

Desde o início do ano passado, os comitês de apropriações da Câmara dos Deputados e do Senado falharam em chegar a um acordo sobre os 12 projetos de lei anuais necessários para financiar o governo para o ano fiscal que começou em 1º de outubro, devido a divergências sobre o valor a ser gasto.

Os parlamentares retornam nessa segunda-feira (8) após um recesso de fim de ano.

Serão retomadas negociações sobre o valor que várias agências, desde os departamentos de Agricultura e Transporte até Segurança Interna e Saúde e Serviços Humanos, poderão gastar no ano fiscal que vai até 30 de setembro.

O Congresso tem um prazo até 19 de janeiro para que o primeiro conjunto de projetos de lei seja aprovado e até 2 de fevereiro para os demais.

Já havia algumas discordâncias entre os dois partidos com relação ao que eles haviam concordado.

O presidente republicano da Câmara, Mike Johnson, disse em um comunicado que o valor principal inclui US$ 886 bilhões (R$ 4,319 trilhões) para defesa e US$ 704 bilhões (R$ 3,432 trilhões) para gastos não relacionados à defesa.

Mas o líder democrata da maioria no Senado, Chuck Schumer, em uma declaração separada, disse que o valor dos gastos não relacionados à defesa será de US$ 772,7 bilhões (R$ 3,766 trilhões).

No mês passado, o Congresso autorizou US$ 886 bilhões para o Departamento de Defesa neste ano fiscal, que o presidente democrata Joe Biden sancionou como lei. Agora, os parlamentares também vão definir os detalhes de como isso será distribuído.

O financiamento discricionário não relacionado à defesa "protegerá as principais prioridades domésticas, como benefícios para veteranos, assistência médica e assistência nutricional" dos cortes pretendidos por alguns republicanos, disseram Schumer e o líder democrata da Câmara, Hakeem Jeffries, em uma declaração conjunta.

Em 2023, Biden e o então presidente da Câmara, Kevin McCarthy, chegaram a um acordo sobre os US$ 1,59 trilhão em gastos no ano fiscal de 2024, juntamente com um aumento na autoridade de empréstimo para evitar um calote histórico da dívida dos EUA.

Porém, imediatamente após a promulgação do acordo, houve uma briga por causa de um acordo separado e privado entre os dois sobre gastos adicionais não relacionados à defesa de cerca de US$ 69 bilhões (R$ 336,38 bilhões).

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