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Galípolo considera crítica de Haddad à Selic um "luxo"

Ministro da Fazenda afirmou que a taxa básica de juros não deveria estar em 15% e que há espaço para cair

Vitória Queiroz, da CNN, Brasília
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva de imprensa, em Brasília
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante coletiva de imprensa, em Brasília  • 27/03/2025 - Reuters/Adriano Machado
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O presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo, disse considerar a crítica do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre o patamar da Selic um "luxo".

O chefe da autoridade monetária concedeu uma entrevista a jornalistas nesta quinta-feira (25) para comentar o Relatório de Política Monetária.

“Eu, pessoalmente, acho um luxo um ministro da Fazenda e o secretário do Tesouro fazendo comentários sobre a política monetária com uma delicadeza, uma gentileza e uma educação que eles fizeram”, afirmou.

Nesta semana, o ministro da Fazenda afirmou que há espaço para o Banco Central reduzir a taxa básica de juros, que está em 15% ao ano, maior patamar desde 2006. Na avaliação de Haddad, a Selic não deveria estar em um patamar tão elevado.

"Eu penso que o vai chegar em um momento em ele [Gabriel Galípolo] vai juntar a diretoria e tomar essa decisão [baixar a Selic]. Eu acho que tem espaço para os juros caírem. Eu acredito que nem deveria estar em 15%. Tem espaço para cair. Ele [Galípolo] tem quatro anos de mandato e vai entregar um resultado consistente para o Brasil", declarou Haddad na ocasião.

Já o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, declarou que, do ponto de vista fiscal, a Selic alta "machuca" e "não é saudável.”

A fala foi realizada durante participação em um evento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) na última quarta-feira (24).

Na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta terça-feira (23), o Banco Central sinalizou que deve manter a taxa básica de juros por um período "bastante prolongado".

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