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    Haddad antecipa volta dos EUA para negociar propostas com o Congresso

    Motivo do retorno antecipado é o avanço das negociações com o Congresso Nacional envolvendo os projetos de interesse do governo

    Ministro Fernando Haddad 
    Ministro Fernando Haddad  28/12/2023REUTERS/Adriano Machado

    Cristiane Nobertoda CNN

    Brasília

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, antecipou o retorno ao Brasil nesta quinta-feira (18). O chefe da economia cumpria agendas em Washington, D.C., e voltaria apenas na sexta-feira (19).

    O motivo do retorno antecipado, segundo a assessoria da Fazenda, é para avançar nas negociações com o Congresso Nacional envolvendo os projetos de interesse do governo.

    O ministro ainda possuía agendas no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco Mundial na sexta-feira, além de uma reunião bilateral com o Comissário Europeu para Assuntos Econômicos e embarcaria à noite direto para São Paulo.

    A semana começou com grandes turbulências na área econômica, em especial pelo anúncio da mudança na meta fiscal para os próximos anos. Na última segunda-feira (15), o governo enviou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) ao Congresso Nacional revendo os valores – superávit apenas em 2026, não mais em 2025.

    Essa sinalização do governo significa que provavelmente haverá mais gastos de recursos públicos do que a arrecadação, especialmente por conta do ano eleitoral nos municípios.

    Haddad vem reforçando que depende de medidas que estão no Congresso para alcançar os objetivos da equipe econômica. Como a desoneração da folha de pagamento a 17 setores, Perse e folha previdenciária dos municípios.

    Há ainda a discussão sobre a revisão das dívidas dos estados com a União. No mês passado, uma proposta foi apresentada pela equipe econômica, que teve boa aceitação. Porém, os governadores ficaram de dar uma devolutiva sobre o assunto.

    Alguns deles se reuniram com o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nesta semana, mas uma reunião com Haddad também foi marcada para a próxima segunda-feira (22).

    Além disso, nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que eleva o bônus para membros do Judiciário e do Ministério Público a cada cinco anos, a chamada PEC do quinquênio, acendeu o alerta vermelho no governo, que convocou o ministro para arbitrar.

    A proposta passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta semana e vai passar por debate no plenário da Casa. Depois de cinco sessões, o texto já pode ser votado.

    O líder do governo no Senado, Jacques Wagner, chegou a falar em um impacto de R$ 42 bilhões ao ano nos cofres públicos.

    Uma possibilidade de encontro com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, para avançar em assuntos como dívida dos estados e regulamentação da reforma tributária chegou a ser ventilada. Mas, segundo interlocutores do ministro, ele irá para São Paulo assim que chegar no Brasil e tocará as agendas do escritório na Avenida Paulista.