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Inadimplência é resolvida com queda dos juros, diz Haddad

Ministro da Fazenda defendeu importância de novo sistema para crédito consignado

João Nakamura, da CNN, em São Paulo
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Questionado sobre como conter a inadimplência no Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi pontual: "reduzir o juro".

"Hoje ela [a família brasileira] paga 5% no crédito pessoal ao mês. Imagina com inflação de 5% ao ano e pagar juro de 5% ao mês, ninguém consegue", indagou Haddad em entrevista à Rede TV! nesta quinta-feira (30).

"A preocupação é o aumento da taxa de juros, mas o aumento da Selic não precisa chegar no consumidor se tivermos dispositivos de fazer o juro final cair", ponderou.

 

 

Para ajudar a suavizar o cenário para o bolso do brasileiro, o ministro da Fazenda destacou a importância do e-consignado.

A modalidade permite ao trabalhador de carteira assinada fazer empréstimos com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e multa rescisória em caso de demissão. Segundo o governo, o novo sistema para o crédito consignado deve ser ofertado para cerca de 42 milhões de pessoas.

A medida foi debatida na quarta-feira (29) entre o governo e os principais bancos do país. Ambas as partes sinalizaram "satisfação" com as garantias apresentadas.

Desse modo, mesmo que a taxa básica de juros do país, a Selic, suba - como ocorreu na quarta - o spread bancário - a diferença entre o que o banco cobra de juros para emprestar dinheiro e o que paga aos depositantes - pode cair, pontuou Haddad.

Dentre outras frentes pelas quais o governo já trabalhou para tentar reduzir o contingente de endividados, o ministro da Fazenda destacou os programas Desenrola, Acredita e iniciativas de microcrédito.

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