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Mercado passa a prever inflação abaixo da tolerância da meta para 2025

Economistas mantiveram estável a projeção para a taxa de juros em 15% no final deste ano, conforme boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (17)

Gisele Farias, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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Economistas do mercado financeiro reduziram a projeção para o IPCA – inflação brasileira – para 4,46% em 2025, abaixo da tolerância da meta oficial pela primeira vez no ano, mostrou boletim Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira (17). Referente à taxa de juros, o mercado continua a ver a Selic em 15%.

Na projeção anterior do Boletim Focus, o mercado previa 4,55% para o IPCA no final deste ano.

A redução na estimativa para a inflação em 2025 ocorre após o IBGE divulgar, na semana passada, que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu em outubro o menor patamar em 27 anos para o mês.

Para 2026, a projeção dos economistas para a inflação brasileira continua de alta de 4,20%. Em 2027 e 2028, o mercado também manteve as expectativas de crescimento de 3,80% e 3,50%, respectivamente.

O mercado financeiro manteve sua projeção de crescimento econômico de 2,16% em 2025. Nos anos seguintes, as expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) se mantiveram estáveis – 1,78% em 2026 e 1,88% em 2027.

Referente ao câmbio, os economistas reduziram a projeção do dólar de R$ 5,41 para R$ 5,40 em 2025. Para 2026, 2027 e 2028, o mercado manteve suas expectativas em R$ 5,50.

Na última terça-feira (11), o Copom do Banco Central disse ter “maior convicção” de que a taxa básica de juros de 15% ao ano é suficiente para manter a inflação em torno da meta, que é de 3%, com intervalo de tolerância de até 4,5%.

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