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Ministro confirma conversa com EUA sobre terras raras, mas pede soberania

Alexandre Silveira deve se encontrar, no final de outubro, com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, para tratar de minerais críticos e estratégicos

Gabriel Garcia, da CNN Brasil, em Brasília
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou nesta quinta-feira (16) que se encontrará, no final de outubro, com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, para tratar de minerais críticos e estratégicos.

O encontro deve ocorrer no Canadá, durante reuniões do G7 de Energia.

Além dos minerais críticos, com foco nas terras raras, os ministros devem discutir também investimentos americanos em data centers no Brasil.

“Também vamos conversar sobre minerais críticos, quais as convergências dos interesses entre o que temos de potencialidade e o capital americano para explorar esses minerais, respeitando a soberania nacional”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Brasil não pretende se tornar um mero exportador desses insumos, destacando que qualquer acordo com os americanos deve ter como premissa a transferência tecnológica.

A ideia é que os recursos sejam utilizados também para desenvolver a indústria nacional.

O Brasil detém a segunda maior reserva mineral de terras raras do mundo, segundo dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos, embora produza e refine quase nada atualmente.

O investimento estrangeiro no setor é visto como essencial para mudar esse cenário.

O refino e processamento desses minerais é extremamente caro e demorado, o que dá às terras raras esse nome. Para evoluir no setor, são necessários investimentos bilionários, com retorno a longo prazo.

Recentemente, a australiana St George Mining, gigante do setor de mineração, anunciou a construção de um centro tecnológico em parceria com o CEFET-MG (Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais), em Araxá (MG).

O novo espaço contará com uma planta-piloto (versão reduzida de uma fábrica usada para testes) dedicada ao processamento de nióbio e terras raras.

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