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    Tragédia pode reduzir PIB gaúcho a praticamente zero em 2024, prevê Bradesco

    Tombo da economia do Rio Grande do Sul poderá reduzir até 0,3 ponto percentual do crescimento econômico brasileiro no ano

    Ruas alagadas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul
    Ruas alagadas em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul 07/05/2024REUTERS/Diego Vara

    Fernando Nakagawada CNN

    São Paulo

    A tragédia climática poderá fazer com que a economia gaúcha termine o ano de 2024 com crescimento praticamente zero. A previsão é do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

    O tombo da economia do Rio Grande do Sul poderá reduzir até 0,3 ponto percentual do crescimento econômico brasileiro neste ano.

    Os economistas do banco fizeram um levantamento inicial dos impactos econômicos do desastre climático dos últimos dias. “Além da dimensão humana, a enchente de 2024 terá consequências econômicas com implicações nacionais”, citam o relatório.

    A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) indicava, antes da tragédia, que o Produto Interno Bruto (PIB) do estado teria crescimento de 4,7% neste ano.

    Para o Bradesco, episódios recentes “sugerem uma perda de até 4 pontos percentuais neste ano”. E “mesmo levando em conta uma hipótese para o esforço de reconstrução, praticamente zerando o crescimento em relação a 2023”.

    O cenário foi construído conforme o impacto de outros grandes eventos com impactos negativos na economia gaúcha, como o ciclone de 2008 ou a pandemia da Covid-19.

    Diante desse cenário, os economistas do banco citam que o PIB nacional teria impacto negativo de 0,2 ponto a 0,3 ponto percentual.

    “Essa estimativa leva em conta o peso do Rio Grande do Sul na economia brasileira, tudo mais constante”, citam os analistas.

    O relatório lembra que, quando o Rio Grande do Sul foi atingido pelo ciclone em 2008, o PIB gaúcho daquele ano foi de 2,9%, e o crescimento da economia brasileira ficou em 5,1%.