Anbima busca ampliar acesso ao mercado de capitais

Com mote "Muito Além da Faria Lima", associação busca aproximar população do mercado financeiro através de iniciativas de educação e ampliação do acesso a produtos de investimento

Da CNN Brasil
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A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) anunciou um conjunto de iniciativas voltadas a popularizar o mercado de capitais brasileiro.

Com a campanha intitulada "Muito Além da Faria Lima", a entidade pretende aproximar o mercado financeiro da população em geral, desmistificando a ideia de que ele é restrito apenas a um público mais sofisticado de investidores.

Carlos André, presidente da Anbima, explicou que a campanha é uma continuidade de ações que já vinham sendo desenvolvidas pela associação.

"Essa é uma iniciativa que na verdade a gente já leva bastante tempo aqui dentro da Anbima. A gente iniciou com uma frente de comunicação e marketing já no ano passado, focada na indústria de fundos de investimentos", afirmou.

A agenda da associação está estruturada em duas frentes principais. A primeira delas é voltada para a comunicação e divulgação sobre o mercado de capitais de forma mais ampla, transmitindo a mensagem de que este mercado não se limita apenas a um público específico, mas é importante para o dia a dia das pessoas em diversas frentes.

"Seja na frente de financiamento da infraestrutura, da economia real, do empreendedor, de uma maneira geral, em tudo de alguma maneira, e principalmente nesse momento em que boa parte dos recursos levantados para financiamento das atividades produtivas e da infraestrutura tem vindo de instrumentos do mercado de capitais", destacou Carlos André.

Mais transparência e educação financeira

A segunda frente de atuação da Anbima envolve medidas para fomentar a importância e a atuação do mercado de capitais, incluindo a melhoria da transparência e das informações disponibilizadas aos investidores.

A ideia é utilizar uma linguagem mais acessível, que não seja muito rebuscada e que facilite o entendimento do público em geral.

Carlos André ressaltou a importância da educação financeira nesse processo: "No final das contas, a educação financeira é super importante aqui também. Aumentando também a gama de produtos oferecidos, a gente entende que é super importante propiciar que o investidor, de uma maneira geral, principalmente o investidor pessoa física, tenha acesso a uma variedade de produtos que permitam a construção de uma carteira de investimentos equilibrada".

A Anbima também está investindo na preparação de profissionais que atuam no mercado financeiro, especialmente aqueles que trabalham com distribuição de produtos de investimentos e assessoria financeira.

"Nós temos aqui na Anbima uma área de certificação desses profissionais. A gente tem mais de 600 mil profissionais certificados atuando no mercado financeiro, no mercado de capitais, nas suas mais diversas atividades", informou.

Ampliação da oferta de produtos

Entre as iniciativas para ampliar o acesso ao mercado de capitais, a Anbima está discutindo com a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) o aperfeiçoamento do mercado de ETFs (fundos de índice negociados em bolsa). A ideia é abrir os ETFs para uma gestão mais ativa, algo que já acontece em mercados mais desenvolvidos.

Além disso, há discussões sobre a possibilidade de flexibilizar o acesso aos fundos de investimento em participações, sempre respeitando o perfil do investidor.

"O mais importante é que esse suitability seja robusto, seja muito bem construído para que o investidor tenha uma carteira que respeite a sua propensão à tomada de risco e o ajude a atingir seus objetivos financeiros", explicou Carlos André.

O presidente da Anbima também destacou que o mercado de capitais não se restringe apenas às ações. Ele envolve também títulos de crédito corporativo, debêntures, títulos de securitização, certificados de recebíveis imobiliários e certificados de recebíveis do agronegócio.

"O conjunto da obra tem apresentado um crescimento. Nos momentos em que as condições macroeconômicas não estão tão favoráveis, como tem sido o caso para o mercado de ações, a gente tem tido um protagonismo bastante importante do mercado de crédito privado corporativo", concluiu.

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