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    Ibovespa recua 0,9% na semana com temor fiscal sobressaindo otimismo internacional; dólar vai a R$ 5,38

    Preocupação com contas do governo pressiona humor dos investidores

    Semana foi marcada por preocupações dos investidores com o cenário fiscal brasileiro
    Semana foi marcada por preocupações dos investidores com o cenário fiscal brasileiro REUTERS/Paulo Whitaker

    Da CNN* São Paulo

    O Ibovespa fechou praticamente estável e o dólar subiu nesta sexta-feira (14), ao fim de uma semana marcada pela preocupação fiscal doméstica sobressaindo ao aumento da propensão ao risco no cenário internacional.

    O principal índice do mercado doméstico encerrou o dia com leve alta de  0,08%, aos 119.662 pontos, pressionado pelas quedas de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4).

    Nesta sexta, a petroleira indicou três novos diretores para a companhia. Os nomes ainda precisam passar por procedimentos internos de governança corporativa. Os atuais diretores permanecem em suas posições até que seja concluído o trâmite.

    A cautela com as contas do governo deu novo fôlego ao dólar, que fechou o dia com alta de 0,25%, negociado a R$ 5,381 na venda, se mantendo no patamar mais pressionado desde janeiro do ano passado.

    Na semana, a divisa acumulou salto de 1,06%.

    Fiscal volta pressionar investidores

    Nos últimos dias, prevaleceram dúvidas e temores em relação ao compromisso do governo com as contas públicas, após derrota no Congresso nos esforços para compensar a desoneração da folha de pagamentos e falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Também aumentou a percepção de fraqueza do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um defensor do ajuste fiscal, mas que tem sofrido pressões vindas tanto de membros do governo quanto dos parlamentares.

    Declarações da equipe econômica na quinta-feira favoráveis à revisão de alguns gastos da União, assim como elogios de Lula à Haddad ajudaram a acalmar um pouco os ânimos no mercado.

    Da agenda local do dia, o IBC-Br, calculado pelo Banco Central e considerado um sinalizador do PIB, teve variação positiva de apenas 0,01% em abril ante o mês anterior, em dado dessazonalizado, bem pior do que as previsões.

    No cenário exterior, a persistente queda nos rendimentos dos Treasuries apoiava a recuperação dos ativos brasileiros, embora o fôlego no mercado acionário tenha atenuado, após S&P 500 e Nasdaq renovarem máximas históricas nos últimos pregões.

    Demonstração de cautela de autoridades do Federal Reserve após a divulgação de dados de inflação melhores do que o esperado nos Estados Unidos balançavam as expectativas por cortes de juros do banco central norte-americano neste ano.

    *Com Reuters