Banco da Amazônia: Inadimplência é pontual e temos garantias
Com lucro líquido de R$ 224,8 milhões, banco enfrenta desafios no setor do agronegócio, mas mantém expansão da carteira de crédito e garante que inadimplência é pontual
O Banco da Amazônia encerrou o terceiro trimestre de 2025 com lucro líquido de R$ 224,8 milhões, representando uma queda de 29% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Apesar da redução nos ganhos, a instituição registrou uma expansão de 19,4% em sua carteira de crédito.
Nos primeiros nove meses de 2025, o banco contratou R$ 17,8 bilhões em operações de crédito, com destaque para R$ 7,4 bilhões aplicados em linhas verdes. O setor da agricultura familiar também recebeu atenção especial, com R$ 1,7 bilhões destinados ao PRONAF (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).
Desafios no Agronegócio
O cenário desafiador do agronegócio, que representa 52% da carteira de crédito do banco, tem impactado significativamente os resultados. O setor enfrenta uma combinação de aumento de custos e queda nos preços de venda, resultando em um índice de inadimplência de 4,8%.
A instituição afirma que o aumento da inadimplência é pontual e relacionado ao ciclo atual do setor. O banco destaca que possui garantias robustas sobre os créditos concedidos, o que oferece maior segurança para a recuperação dos valores no futuro.
Investimentos em Modernização
O Banco da Amazônia registrou um aumento de 24,8% nas despesas administrativas, com destaque para investimentos em processamento de dados, que cresceram 85%. A instituição está implementando um programa de transformação que inclui a substituição de 98 dos 158 sistemas utilizados.
Como parte dessa modernização, novos produtos foram lançados, incluindo cartão de crédito e soluções para crédito comercial. A instituição também busca reduzir sua dependência do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), que atualmente representa sua principal fonte de receitas, através da diversificação de produtos e serviços.


