Não apoiei Lula, nem Bolsonaro, diz Eduardo Leite à CNN

Em entrevista ao Bastidores CNN, o governador do Rio Grande do Sul destacou sua independência política e sua aspiração de liderar um projeto que represente uma alternativa à polarização

Da CNN Brasil
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou, em entrevista ao Bastidores CNN, que não apoiou nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.

Leite, que recentemente se filiou ao PSD, destacou que sua independência política é um diferencial importante para suas aspirações. "Eu apresento do meu lado a independência que as minhas decisões no passado me dão. Eu não apoiei o Lula nem o Bolsonaro no processo eleitoral de 2022, paguei um preço por isso", declarou o governador, referindo-se aos desafios que enfrentou no primeiro turno das eleições estaduais por não estar alinhado a nenhum dos dois principais polos políticos do país.

"Mas, para mim foi importante porque não me via representado em nenhum desses dois polos, e agora estou aqui me apresentando disponível para liderar esse projeto", disse Leite sobre o projeto presidencial do PSD.

Alternativa à polarização política

Durante a entrevista, Eduardo Leite defendeu a necessidade de construir uma alternativa política para o Brasil que vá além da polarização. "Tem muitos brasileiros que votaram no Lula sem estar satisfeitos com o seu voto em 2022, mas queriam muito tirar o Bolsonaro do poder. Tem muitos brasileiros que votaram no Bolsonaro, também sem estar felizes com os seus votos, mas porque repudiavam, rejeitavam totalmente a ideia da volta do Lula", analisou.

O governador gaúcho argumentou que seu objetivo, assim como o de outros governadores do PSD como Ratinho Junior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás), é apresentar um caminho diferente para o eleitorado que não se sente representado pelos atuais protagonistas da política nacional. "A gente tem que conversar com todos aqueles que, assim como eu, não se veem representados nessa polarização", afirmou.

"De nada adianta simplesmente ser um candidato a presidente, é sobre construir uma alternativa que em um cenário polarizado, difícil, que reconhecemos, consiga se viabilizar e mostrar aos brasileiros que não vale mais ficar simplesmente um adversário tentando destruir o outro, temos que buscar construir um Brasil diferente", apontou Leite.

Projeto político para 2026

Questionado sobre a possibilidade de ser candidato à presidência em 2026, Leite confirmou estar disponível para liderar um projeto político nacional. Ele mencionou que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, avalia que o partido conta with três governadores bem avaliados que poderiam disputar a vaga presidencial - além dele próprio, Ratinho Junior e Ronaldo Caiado.

Eduardo Leite destacou sua trajetória de gestão no Rio Grande do Sul como credencial para uma eventual candidatura presidencial. "Tínhamos um Estado quebrado, não conseguia nem pagar salários, passamos, além da pandemia, que todos passaram, por enchentes, por desastres, e conseguimos superar", ressaltou, enfatizando sua capacidade administrativa e de liderança política.

O governador afirmou que a definição sobre qual dos nomes do PSD irá representar o partido na disputa presidencial será feita "no momento adequado", levando em consideração qual perfil melhor conseguirá representar os anseios da população brasileira e obter êxito no processo eleitoral de 2026.

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